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FMI aprova linha de curto prazo para emergentes com contas em ordem

SÃO PAULO - O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a criação de uma nova linha de crédito que dará liquidez de curto prazo para países emergentes que tenham uma boa saúde financeira, mas que podem precisar de recursos emergenciais em um momento de crise financeira. Chamada de SLF (Short-Term Liquidity Facility), a linha funciona como um cheque especial para bons pagadores.

Valor Online |

Aprovada pelo conselho executivo do Fundo ontem, ela permitirá empréstimos de curto prazo, sem necessidade de condicionalidades, como os tradicionais ajustes fiscais exigidos para a liberação de financiamentos comuns.

"Momentos excepcionais exigem respostas excepcionais", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. "Mesmo países com excelente histórico de implementação de fortes políticas de ajuste macroeconômico foram pegos pela crise financeira global. Eles precisam de ajuda, e o FMI está pronto para dar", acrescentou o dirigente.

Dentro desta linha, alguns países poderão sacar o equivalente a 500% de suas cotas no Fundo, por um período de três meses, renováveis por outros dois períodos de três meses. A cada doze meses, o país requisitante terá direito a realizar três saques, em seqüência ou não.

Em nota divulgada na noite de hoje, o Ministério do Fazenda elogia a medida do FMI e ressalta que a linha se parece a uma sugerida pelo ministro Guido Mantega na reunião de primavera do Fundo, em abril deste ano.

O economista Paulo Nogueira Batista Jr., que ocupa a cadeira brasileira na diretoria, critica o limite de 500% das quotas para os saques, o prazo de três meses para uso dos recursos e também o caráter temporário da linha, que estará disponível por dois anos. "O instrumento deve ser visto como uma linha permanente e não temporária", afirma ele.

(Valor Online)

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