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FMI anuncia plano de socorro de curto prazo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira que seu conselho de administração aprovou a criação de uma facilidade de liquidez de curto prazo para os países que enfrentem problemas de liquidez temporária nos mercados mundiais de capitais.

AFP |

O mecanismo, chamado de "facilidade de liquidez a curto prazo", visa a complementar o leque de medidas que o Fundo coloca à disposição dos países com dificuldades econômicas.

Isto permitirá aos países o acesso a um financiamento rápido, destaca o organismo.

A extensão do crédito será de três meses, com a possibilidade de utilização por três vezes durante o período de doze meses.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse, porém, que os recursos de sua instituição "talvez não sejam suficientes" para enfrentar a crise.

"Provavelmente, vamos precisar de mais recursos. Por quê? Porque a crise não causa apenas problemas na balança de pagamentos, um aumento das necessidades de liquidez em curto prazo que esta facilidade vai atender, mas que, provavelmente, haverá um problema mais amplo", explicou.

O anúncio do plano de socorro ocorre no momento em que vários países emergentes já sentem os efeitos da crise mundial, incluindo a fuga de capitais estrangeiros.

"As perturbações atuais nos mercados de capitais provocam importantes problemas de liquidez em certos países emergentes, que têm estruturas macroeconômicas saudáveis", lembrou Strauss-Khan.

O diretor-gerente do Fundo destacou que estes créditos "não terão as condições tradicionais dos empréstimos" do FMI, que exigem um exame da situação do país e um acordo sobre a política econômica a se seguir.

Strauss-Kahn não revelou que países poderão se beneficiar do novo mecanismo de crédito, mas durante a semana Brasil e México foram citados.

Perguntado por um jornalista sobre se a Argentina poderia receber esta linha de crédito especial, Strauss-Kahn disse: "temo que o país que você mencionou não possa" participar do programa.

A Argentina manteve uma longa queda-de-braço com o FMI e os credores internacionais, após sua crise monetária de 2001, que levou a uma moratória da dívida externa.

Posteriormente, o governo argentino decidiu cancelar, de forma antecipada, sua dívida de cerca de 9 bilhões de dólares com o Fundo.

jz/LR

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