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Washington, 7 out (EFE).- Existe um risco real de que os Estados Unidos caiam em recessão nos próximos trimestres, alertou o vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, que emitiu hoje a avaliação mais pessimista da entidade sobre a situação da maior economia do mundo.

"Existe um risco real de que a produção se contraia nos próximos trimestres, antes de aumentar no próximo ano", declarou Lipsky em discurso perante a Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe, na sigla em inglês).

Há pouco tempo, o FMI mantinha a postura de que os EUA não cairiam em uma recessão, mas passariam por um período de crescimento lento.

No entanto, após o último impacto da crise nas bolsas, o americano Lipsky admitiu que esse arrefecimento pode se agravar até levar o Produto Interno Bruto (PIB) a números negativos.

Amanhã, o banco central divulgará seus cálculos exatos de crescimento no mundo todo.

Segundo Lipsky, nos EUA, a deterioração do crédito se estendeu das hipotecas de risco aos empréstimos a consumidores e a empresas, devido ao arrefecimento da economia.

Fora isso, a queda do preço dos imóveis evaporou parte da riqueza das famílias, o que abalou o consumo.

De acordo com Lipsky, ao mesmo tempo, a economia européia se desacelerou "drasticamente".

A queda dos mercados imobiliários em Espanha, Reino Unido e Irlanda freia a demanda interna, apontou Lipsky.

Lipsku ressaltou que América Latina, em particular, enfrenta "ventos contrários" por seus vínculos comerciais e financeiros com os EUA. EFE cma/rr

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