Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

FMI alerta para impacto de alta do petróleo e dos alimentos nos países mais pobres

SÃO PAULO - A alta nos preços do petróleo e dos alimentos está atingindo o mundo todo, mas deve afetar em especial os países pobres e de renda média que dependem da importação de comida para alimentar sua população, diz um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado hoje.

Valor Online |

"Alguns países estão realmente por um fio", disse o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, em comunicado. "Se o preço dos alimentos subir ainda mais e a cotação do petróleo ficar neste patamar, alguns governos não serão capazes de alimentar sua população e ao mesmo tempo manter a estabilidade econômica", acrescentou.

De acordo com o estudo, os preços mais altos dos alimentos custaram US$ 2,3 bilhões adicionais, desde janeiro de 2007, para um grupo de 33 países pobres importadores líquidos de comida. O valor representa 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) destas nações.

No mesmo período, a alta do petróleo causou um impacto de US$ 35,8 bilhões nos gastos de 59 países de renda baixa que precisam importar a commodity, o equivalente a 2,2% do PIB da amostra.

Ainda segundo o FMI, a inflação anual dos alimentos para um grupo de 120 países de renda baixa subiu para 12% ao final de março, ante um índice de 10% em dezembro do ano passado. Em 2006, a inflação média dos alimentos nesses mesmos 120 países havia sido de 6%.

Ao analisar os desafios que a alta de preços desses produtos gera para a macroeconomia dos países, o FMI acredita que muitos governos terão que ajustar sua políticas, enquanto a comunidade internacional terá que fazer a sua parte para resolver este problema, que é global.

O estudo diz que os preços mais altos dos combustíveis e dos alimentos estão reduzindo o padrão de vida nos países desenvolvidos e dificultando o trabalho dos bancos centrais destas nações, que têm dificuldade em incentivar o crescimento econômico e ao mesmo tempo controlar a inflação. Mas o trabalho lembra que para as economias emergentes, e em especial as de menor renda, o custo é ainda maior, já que significam aumento da pobreza, da fome e da desnutrição.

Entre as sugestões que o FMI dá para os países enfrentarem este momento de preocupação com alta de preços está a de usar a política monetária, via elevação dos juros, para evitar que os aumentos de preços se espalhem para outros produtos.

Do ponto de vista do comércio exterior, o Fundo critica a taxação de exportação de produtos e defende a redução de barreiras de importação, para reduzir as distorções e manter os incentivos à produção.

Leia mais sobre inflação - alimentos

Leia tudo sobre: alimentosinflação

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG