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FMI alerta contra alta da inflação nos países emergentes e em desenvolvimento

Os países emergentes e em desenvolvimento vêm enfrentando pressões inflacionárias - mais intensas até do que as nações industrializadas, indicou nesta quinta-feira o relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), que prevê uma desaceleração do crescimento mundial para o segundo semestre de 2008.

AFP |

"A alta dos preços da energia e das matérias-primas vem aumentando as pressões inflacionárias no mundo, mas principalmente nas economias emergentes e em desenvolvimento", destacou o relatório de hoje, uma atualização do Informe sobre as Perspectivas Econômicas divulgados em abril passado.

O documento do Fundo, que fala numa desaceleração do crescimento mundial para o segundo semestre deste ano, prevê que as economias emergentes e em desenvolvimento registrarão uma queda de sua taxa de crescimento de 7% entre 2008 e 2009, um ponto percentual a menos que em 2007.

O FMI lançou uma advertência particular sobre os níveis de inflação nestas economias, nas quais os alimentos e os combustíveis, dois fatores que puxam os preços para cima, ocupam um percentual mais alto da cesta básica.

"As previsões de inflação para estas economias mostram uma alta de 1,5% em 2008 e 2009, ou seja, taxas de 9,1% e 7,4%, respectivamente", indicou o FMI.

O FMI também fez referência à crise mundial de alimentos, destacando que o "poder aquisitivo das economias que importam matérias-primas está diminuindo. Além disso, segundo o Fundo, alguns países de baixa e média rendas vêm enfrentando dificuldades para garantir um abastecimento adequado dos alimentos para seus habitantes mais pobres".

Inclusive, indicou o organismo multilateral, estes países correm o risco de perder a estabilidade macroeconômica obtida nos últimos anos.

"Alguns países de baixa renda precisariam de ajuda da comunidade internacional para financiar suas importações e o gasto social", acrescentou.

O FMI destacou que as pressões sobre os preços devem continuar e, neste contexto, o desafio da política econômica, especialmente para os países de baixa e média renda, é encontrar a forma de prover alimentos aos necessitados, sem alimentar ao mesmo tempo a inflação nem esgotar as reservas de divisas".

mr/ja/lm

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