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FMI aconselha revisão de subsídios a biocombustíveis em países desenvolvidos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu nesta terça-feira uma revisão dos subsídios para a produção de biocombustíveis nos países desenvolvidos, em um relatório no qual adverte sobre o risco de uma crise generalizada devido à alta dos preços dos alimentos e combustíveis.

AFP |

"Os subsídios aos biocombustíveis devem ser cuidadosamente revistos, principalmente nos países desenvolvidos", exortou o FMI.

"Há cada vez mais evidências no sentido de que a primeira geração de biocombustíveis promovida por estas políticas (de subsídios) não é uma alternativa eficiente em matéria de custos ou de relação com o meio ambiente" aos combustíveis tradicionais, aponta a instituição financeira.

"Políticas de biocombustíveis menos ambiciosas e mais benévolas ao comércio também poderiam diminuir a pressão sobre os preços dos alimentos, através de uma redução da competição com os alimentos por recursos e áreas cultiváveis", conclui o relatório.

O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol - atrás apenas dos Estados Unidos - nega que sua produção, extraída a partir da cana-de-açúcar e fabricada sem subsídios, tenha relação com a falta de alimentos.

Já os EUA, que fabricam seu etanol a partir do milho, afirmam que a alta das matérias-primas agrícolas está ligada sobretudo à disparada dos preços do petróleo.

O diretor gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, declarou nesta terça-feira que a conjuntura que gerou os altos preços do petróleo e dos alimentos será discutida pelos chefes de Estado e de governo dos oito países mais industrializados (G8) durante sua reunião de 7 a 9 de julho no Japão.

mr/ap/sd

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