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Fluxo em rodovia com pedágio cai 0,5% em novembro

O índice de fluxo de veículos pedagiados caiu 0,5% em novembro na comparação com outubro já descontados os ajustes sazonais, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e a Tendências Consultoria Integrada. Esse desempenho negativo do fluxo total de veículos pelas praças de pedágios no mês passado foi determinado basicamente pela queda de 2% na circulação dos veículos pesados, também já descontados os efeitos sazonais.

Agência Estado |

Indicador antecedente da produção industrial, a menor movimentação dos veículos pesados reforça as previsões de que a indústria contribuirá para a queda de até 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no quatro trimestre deste ano em relação ao anterior. Em outubro, a produção industrial já havia caído 1,7% em relação a setembro e apresentado uma taxa inexpressiva, de 0,8%, de crescimento na comparação com outubro de 2007. "O resultado confirma a tendência de desaceleração da atividade industrial, que foi observada desde outubro, no Índice ABCR", afirma Cláudia Oshiro, economista da Tendências.

O resultado, de acordo com a economista, mostra o efeito da crise externa sobre a economia real brasileira. "De modo geral, o aumento das incertezas acerca do comportamento da demanda interna abalou a confiança do empresário industrial e fez com que o ritmo de produção fosse mais fraco em todas as categorias da indústria. As montadoras, por exemplo, deixaram de produzir para tentar escoar seus estoques", comenta.

Sobre o fluxo de veículos leves, que subiu 0,5% em novembro em relação a outubro, a alta é resultado da preservação do emprego, variável que poderá ser impactada pela crise. "Até o final do ano, o mercado de trabalho não vai sofrer tanto. No começo do ano que vem, certamente, os efeitos da crise irão bater forte no mercado de trabalho, o que vai refletir no fluxo de veículos leves", diz Cláudia.

Em relação ao mesmo período de 2007, o índice total apresentou elevação de 3%. O fluxo de veículos leves cresceu 4,4% e o de pesados caiu 1%. Nos últimos 12 meses até novembro, o fluxo total teve expansão de 6,2%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 6,4% e o de pesados, 5,5%.

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