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Fluxo de estrangeiros faz Bovespa cravar 6a alta seguida

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A alta continuada dos preços de commodities manteve os investidores, especialmente os estrangeiros, na ponta compradora de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, que emendou a sua sexta sessão seguida em alta.

Reuters |

Com um rali no final desta terça-feira, o Ibovespa avançou 1,91 por cento, atingindo 42.312 pontos, a maior pontuação em três meses. Desde 23 de dezembro, o índice já acumula ganho de 16 por cento.

O movimento teve lastro num giro financeiro de 4,28 bilhões de reais, acima da média diária dos últimos dois meses.

A expectativa de que a demanda da China por produtos como cobre e minério de ferro permitirá que as produtoras obtenham preços maiores do que os inicialmente previstos por analistas manteve os investidores animados com empresas desses setores.

O movimento foi mais uma vez puxado por Vale, que subiu 3,4 por cento, para 28,95 reais. A blue chip carregou consigo as fabricantes de aço, com destaque para CSN com avanço de 5,9 por cento, negociada a 36,59 reais. A empresa foi uma das eleitas pelo UBS Pactual para compor a carteira sugerida para janeiro.

Segundo profissionais do mercado, a combinação de alta das commodities com a expectativa mundial por um megaplano de estímulo econômico a ser anunciado pelo presidente-eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pôs os investidores estrangeiros na ponta compradora.

"Ainda não é um retorno forte, mas eles estão voltando", disse Jayme Alves, analista da corretora Spinelli.

ALTA DISSEMINADA

Na quarta-feira à noite, a Bovespa informou que teve saída recorde de 24,6 bilhões de reais de recursos de não-residentes em 2008.

Como o mercado brasileiro foi um dos que mais perderam com a crise, e avaliando que a economia do país poderá atravessar a desaceleração global com menos prejuízos, agora os estrangeiros estariam de volta, avaliaram profissionais.

E uma das evidências desse processo teria sido a disseminação da alta das ações para diversos setores. Entre eles, o bancário, com Banco do Brasil à frente, subindo 5,5 por cento, a 16,12 reais.

Também sobrou para outros segmentos, como o imobiliário, que colocou três representantes entre as dez maiores altas do índice no dia, e o setor aéreo, com destaque para Gol, a vice-líder, com ganho de 7,14 por cento, a 11,40 reais.

Parte dessas compras foi financiada com a migração de recursos antes aplicados em empresas concessionárias de serviços públicos, chamadas de defensivas. Teles e elétricas foram as que mais pesaram no índice.

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