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Fluxo comercial deve chegar a US$ 390 bilhões em 2010

Segundo federação, é esperado uma expansão de 25% nas exportações e de 45% nas importações brasileiras neste ano

Valor Online |

O Brasil deve registrar em 2010 fluxo comercial entre US$ 380 bilhões e US$ 390 bilhões, prevê a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). De acordo com o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca, é esperado uma expansão de 25% nas exportações e de 45% nas importações brasileiras neste ano. "Nosso comércio exterior está crescendo a taxas chinesas", disse Giannetti da Fonseca nesta sexta-feira durante seminário sobre o tema promovido pela Fiesp.

O fortalecimento das trocas internacionais, na avaliação de Luiz Fernando Antônio, diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secretária de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), é importante para reduzir a vulnerabilidade do país em momentos de crise. "Se um mercado (interno ou externo) sofrer retração, teremos a possibilidade de compensar a perda com o outro", disse.

De acordo com Antônio, o robusto aumento nas vendas a outros países, apesar do cenário adverso, se deve principalmente à diversificação dos destinos de exportação. "Foi isso que nos permitiu crescer mesmo com a crise na Europa e nos Estados Unidos", destacou. Já a pauta de exportações continua concentrada em matérias-primas, embora haja esforços no sentido contrário. Segundo Antônio, os produtos básicos, como soja e minérios, respondem por 70% das vendas brasileiras ao exterior.

Tal constatação levou a Fiesp a defender a tese de desindustrialização do Brasil. "Isso não é choradeira de industrial. Teremos grandes problemas com a desindustrialização. Não dá pra dizer que a extração de petróleo e a produção de suco de laranja são processos de grande industrialização", argumentou Ricardo Martins, diretor adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp.

Antonio, entretanto, discorda dessa teoria. Ele admite que a desindustrialização pode estar ocorrendo em alguns setores, mas não vê esse movimento em âmbito geral. "Não dá pra dizer que um país que investe US$ 26 bilhões por ano na importação de máquinas e equipamentos esteja se desindustrializando. Quem compra máquina quer produzir. Importar não é pecado", ressaltou.

O diretor da Secex explicou que alguns Estados brasileiros ainda não entenderam a importância de se fomentar a industrialização. "Esses Estados não conseguem ver que, ao promover o desenvolvimento industrial, poderão incentivar a substituição de produtos importados por nacionais. É mais vantajoso para os Estados investir na expansão industrial e depois cobrar."

O coordenador de Operações de Importação da Secex, Hamilton Clóvis de Souza, comentou, ainda, que a participação de produtos usados no total de máquinas e equipamentos importados pelo país vem caindo, tendo passado de 1,34% em 2007 a 1% neste ano. O dado contradiz a tese de alguns setores de que a importação de máquinas e equipamentos usados está levando a indústria nacional ao sucateamento.

A compra de bens usados, segundo Souza, é complementar à produção nacional, sendo permitida apenas quando o produto não é fabricado no Brasil. "Queremos que a indústria nacional tenha condições de produzir o que hoje vem de fora. Em certos casos, porém, é importante permitir a importação de usados, porque os similares nacionais não apresentam a mesma qualidade", justifica o coordenador da Secex.

Desoneração tributária Uma ferramenta que pode ser utilizada para impulsionar a indústria nacional, segundo Antônio, é o chamado drawback, que permite às empresas exportadoras obter isenção ou receber de volta os impostos pagos na fabricação de produtos a serem exportados.

A desoneração tributária para as companhias que utilizam tal ferramenta pode chegar a 70%, segundo o coordenador-geral de Mecanismos de Exportação da Secex, Albertino Antonio da Costa Filho. "Não se trata de um subsídio, mas de um recurso democrático, que pode ser usado por todos os setores", enfatizou.

Embora o drawback não seja uma novidade, Costa Filho afirma que ele ainda é pouco conhecido pelas empresas. Em 2009, apenas 26% das exportações brasileiras fizeram uso do recurso.

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