Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Fluxo cambial está positivo no mês, mas deve se inverter

Apesar da crise externa, o fluxo de dólares do exterior para aplicações como ações e títulos públicos no Brasil foi positivo na primeira quinzena de setembro em US$ 725 milhões. Isso ocorreu porque, antes da piora da crise, com a derrocada do banco de investimentos americano Lehman Brothers no fim de semana passado, o mercado acionário brasileiro viveu três dias seguidos no azul.

Agência Estado |

Acordo Ortográfico

Entre 10 e 12 de setembro, a Bolsa paulista subiu cerca de 8% e atraiu investidores externos. O recrudescimento do cenário nos últimos dias, porém, deve levar os números para o vermelho.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, o alívio da semana passada permitiu com que o chamado fluxo financeiro do mercado de câmbio registrasse o primeiro resultado positivo desde abril. Isso quer dizer que, nesse segmento do mercado, a entrada de dólares superou a saída de investidores no acumulado dos quinze primeiros dias do mês.

Além disso, o período também teve o ingresso de US$ 3,605 bilhões gerados pela balança comercial, já que as exportações continuam superando as importações. Dessa forma, a primeira quinzena de setembro registrou ingresso líquido de US$ 4,329 bilhões na economia brasileira. No acumulado do ano, o fluxo cambial tem saldo de US$ 17,714 bilhões. Apesar de positiva, a cifra é 73,4% menor que a registrada em igual período do ano passado.

"O número é positivo porque a semana passada foi muito tranquila para o mercado. Mas, do fim de semana para cá, o mundo literalmente caiu no exterior e a trajetória dos dólares voltou a indicar saída nos últimos dias", diz a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro.

Para a analista, os próximos dados sobre o fluxo - que devem ser divulgados no dia 23 pelo BC - devem mostrar um quadro completamente diferente. "Tivemos forte saída da Bolsa de Valores de São Paulo em poucos dias, mas também é possível observar alguma retirada de renda fixa, o que não era muito visto nos últimos meses", diz. Para a analista, os saques têm ocorrido porque os investidores estrangeiros preferem alocar os recursos em "portos seguros", como os títulos da dívida do governo norte-americano, em situações de tensão como a atual.

Leia mais sobre câmbio

Leia tudo sobre: câmbio

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG