BRASÍLIA - O fluxo de câmbio piorou neste mês de novembro, com resultado negativo em US$ 2,533 bilhões até o dia 20. De acordo com o Banco Central (BC), é reflexo direto de pesadas amortizações de dívida externa, com ingresso de moeda estrangeira no país insuficiente para cobrir as liquidações de compromissos no exterior.

A taxa de rolagem da dívida privada de médio e longo prazos caiu a 18% no mês até hoje, ante 126% em outubro.

A boa notícia é que houve sensível recuperação no financiamento à exportação. As operações de adiantamento de contrato de câmbio (ACC), que tinham média diária abaixo dos US$ 100 milhões até o dia 12, ganharam volume e passaram a apresentar média diária de US$ 160 milhões no mês, apesar de no feriado do último dia 20 ter ficado negativo em US$ 28 milhões.

Também positiva é a redução no ritmo de envio de lucros e dividendos das multinacionais para cobertura de caixa das matrizes no exterior. No mês até hoje, essas remessas totalizam US$ 1,23 bilhão, indicando que ficarão abaixo do montante de outubro (US$ 1,83 bilhão).

O saldo cambial negativo em US$ 2,533 bilhões resulta de ingressos líquidos no câmbio para comércio exterior da ordem de US$ 2,321 bilhões no período, enquanto as operações do segmento financeiro tiveram remessas líquidas de US$ 4,854 bilhões.

Os contratos de exportação somaram US$ 8,329 bilhões nos 14 primeiros dias úteis do mês, enquanto as importações demandaram remessas de US$ 6,008 bilhões. As remessas de moeda estrangeira em pagamento de compromissos no exterior totalizaram US$ 17,308 bilhões, em volume superior às entradas nas diversas modalidades de captação externa, de US$ 12,464 bilhões.

(Valor Online)

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