SÃO PAULO - A decisão da China de aceitar a flexibilização gradativa de sua moeda, que, desde 2008 vinha sendo atrelada ao dólar, está animando os mercados na abertura desta semana. No cenário local, o Ibovespa futuro subia, há pouco, 1,86%, aos 66.

385 pontos. No fim de semana, o banco central da China anunciou medidas para flexibilizar o yuan. As autoridades do país explicaram que a flutuação da moeda não deve ter grande impacto sobre os exportadores do país, já que será "gradual e controlável, como parte da política independente da China de progresso ordenado". O objetivo é estabilizar o câmbio em um nível que permita ao país melhorar seu balanço de pagamentos para "alcançar a estabilidade econômica e financeira". De olho nessa medida, as bolsas europeias e os índices futuros americanos registram alta no pregão, seguindo o mercado asiático. Em Xangai, o Shanghai Composite subiu 2,9%; em Tóquio, o Nikkei 225 teve alta de 2,43%; em Hong Kong, o Hang Seng aumentou 3,08%; e, em Seul, o Kospi avançou 1,62%. No front cambial, a moeda americana ainda perde força para as principais divisas, inclusive a brasileira. Minutos atrás, o dólar comercial recuava 0,62%, cotado a R$ 1,761 na venda. Já o contrato futuro, com vencimento em julho, cedia 0,70%, a R$ 1,764. De volta ao mercado acionário, na sexta-feira passada, o Ibovespa caiu 0,16%, aos 64.437 pontos, com giro financeiro de R$ 6,563 bilhões. Na semana, o índice acumulou valorização de 1,31%. A agenda desta segunda-feira é esvaziada de indicadores, mas os agentes estão atentos ao vencimento de opções sobre ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). E, no campo corporativo, o presidente da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, afirmou que a Vivo não está à venda e que, portanto, não há nenhuma obrigação de colocar um preço na empresa brasileira. Em entrevista ao jornal espanhol El País, publicada ontem, o executivo disse que o plano estratégico da PT é garantir 100 milhões de clientes em 2011 e, para isso, a "Vivo tem um papel fundamental". Ele recordou que a primeira aproximação da Telefónica para ter a participação da PT na Vivo foi rejeitada ante a consideração de que os 5,7 bilhões de euros propostos não refletirem o valor estratégico da Vivo para a companhia portuguesa. A PT e a Telefónica são sócias na Vivo. Ao elevar o valor da proposta, Bava explicou que a PT avaliou ser relevante ouvir os investidores, "ante a magnitude da oferta e a importância da decisão a ser tomada". O representante da PT, no entanto, comentou que o novo valor, de 6,5 bilhões de euros, também é baixo e poderia ser maior tendo em vista, para a Telefónica, as sinergias e a relevância estratégica da Vivo no Brasil. No Brasil, a Petrobras Bicombustível S.A. (PBio) e a São Martinho ainda acertaram uma parceria visando ao crescimento da produção de etanol no Centro-Oeste. O negócio envolve as subsidiárias do grupo sucroalcooleiro Usina Boa Vista e SMBJ Agroindustrial. A transação envolve a constituição de uma nova sociedade, batizada de Nova Fronteira Bionergia, que vai controlar as duas subsidiárias da São Martinho. A PBio vai ter 49% desse empreendimento por meio de subscrição de R$ 420,8 milhões em ações e terá direito de preferência para adquirir até 49% da produção de etanol e energia elétrica da empresa constituída pela parceria. (Beatriz Cutait | Valor)

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