SÃO PAULO - O Grupo Fleury, que gerenciava o laboratório Campana há cerca de um ano, exerceu sua opção de compra e anunciou ontem a aquisição da empresa de medicina diagnóstica que realiza 3 milhões de atendimentos por ano. Com a negociação, o Fleury passa a atuar também nas classes C e D e fazer frente à concorrente Dasa (Diagnósticos da América), que possui operações voltadas também a esse público.

Passamos o último ano saneando o Campana, que era deficitário. Como ela se tornou uma empresa lucrativa, decidimos antecipar nossa opção de compra que poderia se feita até 2012 , disse Mauro Figueiredo, presidente do grupo Fleury, sem revelar o valor da negociação.

Segundo Figueiredo, o Campana proporcionará um aumento de R$ 43 milhões à receita do Fleury, que no ano passado somou R$ 581 milhões. A previsão é que neste ano o faturamento bruto atinja R$ 720 milhões. Do crescimento esperado para 2008, 60% virão do crescimento orgânico e os demais 40% das aquisições fechadas no último ano.

O valor do investimento previsto para este ano nos laboratórios do grupo é de de R$ 35 milhões.

O projeto da companhia é aumentar a rede Campana das atuais dez unidades para 22 nos próximos 12 meses em São Paulo. A parceria do Fleury com o Campana, empresa familiar criada em 1943, existe desde 2004. Na época, os resultados dos exames passaram a ser efetuados pelo Fleury, como um serviço terceirizado.

Desde 2002, o Grupo Fleury já promoveu 20 aquisições e hoje controla um total de 140 unidades em várias regiões do país. A principal fonte de receita ainda vem do Fleury, com participação de 60% do faturamento. Os demais laboratórios representam 30% da receita e os outros 10% equivalem aos negócios da empresa de gestão de saúde e do Fleury Hospital-Dia. Hoje, diz Figueiredo, a taxa de crescimento da marca Fleury é maior do que o índice de expansão das demais bandeiras do grupo, que possui 14 no total.

Um dos desafios do grupo Fleury, atualmente, é reduzir o número de marcas, de 14 para nove, e promover a consolidação de todos os laboratórios. Figueiredo preferiu não dizer quais marcas serão eliminadas. Desde o ano passado, estamos integrando todas as nossas empresas de diagnóstico em uma só área , afirmou o presidente do grupo Fleury.

(Beth Koike | Valor Econômico)

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