SÃO PAULO - A Fitch Ratings rebaixou a nota de probabilidade de inadimplência do emissor e dívida sênior não garantida da petroleira BP de "AA" para "BBB", na esteira do vazamento de óleo no Golfo do México, considerado o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. Como resultado desse incidente, a agência de classificação de risco já havia cortado o rating da companhia de "AA+" para "AA", alertando na ocasião sobre a possibilidade de uma nova revisão da nota, o que acabou se concretizando. O corte desta terça-feira corresponde a uma baixa de seis níveis na nota da petroleira. Segundo a Fitch, os principais fatores por trás da revisão envolvem as recentes indicações do governo americano de que o vazamento de óleo supera significativamente o que já foi anunciado. A agência mostrou preocupações sobre os custos de limpar a área, além das indenizações decorrentes do vazamento. Pelos cálculos da Standard Chartered, os custos de limpeza e indenizações podem chegar a US$ 40 bilhões.

SÃO PAULO - A Fitch Ratings rebaixou a nota de probabilidade de inadimplência do emissor e dívida sênior não garantida da petroleira BP de "AA" para "BBB", na esteira do vazamento de óleo no Golfo do México, considerado o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. Como resultado desse incidente, a agência de classificação de risco já havia cortado o rating da companhia de "AA+" para "AA", alertando na ocasião sobre a possibilidade de uma nova revisão da nota, o que acabou se concretizando. O corte desta terça-feira corresponde a uma baixa de seis níveis na nota da petroleira. Segundo a Fitch, os principais fatores por trás da revisão envolvem as recentes indicações do governo americano de que o vazamento de óleo supera significativamente o que já foi anunciado. A agência mostrou preocupações sobre os custos de limpar a área, além das indenizações decorrentes do vazamento. Pelos cálculos da Standard Chartered, os custos de limpeza e indenizações podem chegar a US$ 40 bilhões. Para a Fitch, será uma surpresa se a BP não suspender o pagamento de dividendos trimestrais até que os custos totais sejam conhecidos. O presidente americano Barack Obama já criticou a companhia pelo plano de pagar dividendos a acionistas, enquanto moradores da costa enfrentam dificuldades econômicas devido ao incidente no Golfo. (Eduardo Laguna | Valor, com agências internacionais)

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