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Fitch aponta aumento do risco de crises nos países emergentes

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch avalia que as perspectivas de crédito dos países emergentes e em desenvolvimento pioraram dramaticamente diante do agravamento da crise financeira internacional, que foi originada nos países ricos. Diante disso, a agência vê dificuldades para esses países no ano que vem, ressaltando que os vencimentos de dívida privada de emissores emergentes somam US$ 300 bilhões em 2009.

Valor Online |

"O risco de múltiplas crise econômicas e financeiras nos mercados emergentes é o maior desde a crise asiática de 1997 e 1998, com a região do leste europeu e da Europa Central sendo as mais arriscadas", disse David Riley, chefe global de análise de risco soberano da Fitch.

Apesar disso, a agência ressalta que esses países possuem hoje uma posição mais forte para resistir à turbulência, diante da redução da dívida externa dos governos nos anos recentes e da acumulação de grandes montantes de reservas internacionais.

A agência aponta que a dificuldade de rolagem das dívidas ocorrerá porque os bancos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, que tradicionalmente financiavam esses países, estão mais relutantes em conceder novos empréstimos neste momento. Ao mesmo tempo, a queda no preço das commodities deve afetar negativamente o balanço de pagamentos dos países muito dependentes de exportações.

Na seu relatório semestral sobre crédito soberano, a Fitch trabalha com um cenário em que a China deve crescer apenas 6% em 2009, enquanto os países emergentes como um todo devem registrar expansão de 2,5%, mostrando uma forte desaceleração em relação ao nível de 6% observado até a primeira metade de 2008.

De acordo com a Fitch, "na América Latina, os países com fundamentos de crédito fracos e que são muito dependentes da exportação de commodities são especialmente vulneráveis".

Ao falar da avaliação de risco dos países ricos, a Fitch destaca que os pacotes de ajuda ao sistema financeiro não saíram de graça. O custo fiscal bruto das intervenções é estimado pela agência em US$ 1,6 trilhão, com destaque negativo para os EUA e o Reino Unido. Apesar de ressaltar o impacto fiscal das medidas e o efeito delas no tamanho da dívida pública dos países, a agência considera que os pacotes ainda estão dentro da margem de tolerância permitida para os ratings atuais desses emissores. Ainda assim, há preocupação com o impacto estrutural para essas econômicas. "Embora o risco de financiamento dos governos com ratings elevados seja baixo na avaliação da Fitch, a deterioração estrutural das finanças públicas, se não corrigidas por ações de políticas, pode minar a confiança na sustentabilidade fiscal de médio prazo e consequentemente a qualidade de crédito e os ratings", disse a agência.

(Valor Online)

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