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Fisco apreende cimento da Camargo Corrêa por evasão de impostos na Argentina

Buenos Aires, 7 ago (EFE).- O Fisco da província argentina de Buenos Aires informou hoje que apreendeu 3.

EFE |

050 toneladas de cimento da empresa Loma Negra, controlada pela brasileira Camargo Corrêa, por suposta evasão de impostos.

A carga, avaliada em 1,5 milhão de pesos (US$ 490 mil), foi interceptada na semana passada enquanto era transportada por um trem da Ferrosur, uma linha ferroviária administrada pela maior fábrica de cimento do país.

Fontes da Camargo Corrêa consultadas pelo jornal argentino "Crítica" negaram que a empresa tenha cometido irregularidades e afirmaram que só faltou documentação por "problemas administrativos".

A Agência de Arrecadação de Buenos Aires (Arba, em espanhol) disse que o cimento carregado em 62 vagões não tinha sido declarado ao Fisco durante uma operação de controle de mercadorias em trânsito efetuada na estação ferroviária de Azul, em Buenos Aires.

Segundo o "Crítica", o confisco aconteceu "a poucas horas da visita" a Buenos Aires do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e "é a primeira vez que se acusa um dos grupos brasileiros" que mais têm investimentos na Argentina.

A Camargo Corrêa comprou a Loma Negra em 2005 da empresária Amalia Lacroze de Fortabat, e em outubro adquiriu 34,5% da Alpargatas, a maior fábrica têxtil da Argentina, por US$ 51,7 milhões.

A Arba informou em seu site que a carga de cimento da Loma Negra "não contava com o Código de Operação de Traslado nem com a etiqueta eletrônica", por isto "se realizou o ato de confisco de acordo com o regime de fiscalização vigente".

O gerente de assuntos legais da Ferrosur, Carlos Bernasconi, esclareceu que "apenas 15 dos vagões tinham saído sem a documentação, mas por um problema operacional", e que estavam resolvendo esta situação justo quando foram interceptados.

Também disse que a companhia apresentará todos os papéis à Arba, que pode aplicar multa de até 15 mil pesos (US$ 4.900) e inclusive pedir o confisco definitivo do material se mais irregularidades forem comprovadas. EFE hd/wr/fal

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