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Fipe vê sinal de desaceleração da inflação dos alimentos em São Paulo

SÃO PAULO - Embora a inflação na cidade de São Paulo ainda tenha apontado um patamar elevado em junho, com alta de 0,96% no Índice de Preços do Consumidor (IPC), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) chama atenção para a desaceleração da taxa no curto prazo. Na terceira quadrissemana o índice havia subido 1,06%. O arrefecimento é mias intenso perante o IPC fechado de maio, cuja alta foi de 1,23%. Em julho a previsão é de aumento de 0,95% para o índice.

Valor Online |

Tal movimento foi influenciado pelo principal grupo de pressão, o de Alimentação, que apontou inflação de 2,87% no mês de junho, abaixo dos 3,20% apurados na terceira quadrissemana e dos 3,17% registrados em maio. No mês de julho a estimativa da Fipe é de avanço de 2,5% no grupo Alimentação.

Esse grupo acumula aumento de 8,27% no primeiro semestre deste ano, a mais forte variação para períodos semestrais desde a segunda metade de 2002. Para o segundo semestre deste ano, a Fundação estima alta adicional de 4,4% para os alimentos, o que deve levar o grupo a fechar 2008 com avanço de 13% ante 2007.

Colaborou para o arrefecimento em junho a retração dos preços de produtos in natura, que caíram 1,47% no mês passado, perante alta de 3,11% em maio. Continuaram em ascensão no mês passado os preços de alimentação fora do domicílio, que fecharam com inflação de 2,17%. Segundo Marcio Nakane, coordenador do IPC, o repasse de custos de matéria-prima e custos nesse caso tem sido mais intenso do que foi no ano passado.

O maior peso para a inflação dos Alimentos, no entanto, continua vindo dos produtos semi-elaborados, que ficaram 7,44% mais caros em junho, mas apontam um ligeira desaceleração perante a terceira quadrissemana, quando a alta foi de 7,60%.

O que chama mais atenção no mês, além do feijão (18,92%) e do arroz (8,61%), é a alta agregada da carne bovina, calculada pela Fipe em 9,79%. Isso equivale a uma participação de 0,24 ponto percentual sobre toda a alta do IPC (0,96%) no mês. Para julho a carne continuará sendo um item de pressão, diz Nakane, lembrando, no entanto, que os preços do arroz, do leite e do frango tendem a retroceder nos próximos meses.

Também acompanhou o movimento de desaceleração em junho o grupo Transportes, com alta de 0,15%, contra 0,16% na 3ª quadrissemana e 0,31% em maio. A queda é atribuída à baixa de 0,60% no preço do álcool. Em Habitação a inflação foi de 0,30%, uma retração importante ante o aumento de 0,74% verificado em maio e a evolução de 0,54% na terceira quadrissemana de junho.

Essa trajetória, no entanto, pode ser reverter a partir de agosto, quando o IPC começará a captar o aumento de 8,62% estabelecido para o preço de energia elétrica residencial em São Paulo. Considerando ainda a estimativa de aumento de 4,46% para o serviço de telefonia fixa, Nakane projeta que nos meses de julho e agosto esses dois efeitos devem somar um impacto inflacionário de 0,44 ponto percentual sobre o IPC no período.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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