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Fipe prevê IPC de 6,35% no ano

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)ampliou em quase 0,5 ponto porcentual a estimativa de inflação para este ano por causa da persistente elevação dos preços dos alimentos. A revisão foi feita apesar da ligeira desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de maio para junho, de 1,23% para 0,96%.

Agência Estado |

O IPC-Fipe deverá acumular no ano inteiro de 2008 alta de 6,35%, ante previsão inicial de 5,93%, segundo o coordenador do IPC, Marcio Nakane.

Para a nova previsão anual, ele considera que os preços da alimentação aumentem 13% este ano. "Esse é um prognóstico otimista", pondera o economista. No primeiro semestre, os alimentos subiram 8,27% e a previsão é de que eles aumentem 2,5% este mês. Sobrariam, portanto, cerca de 2% para os próximos cinco meses, calcula.

Em 12 meses até junho, o IPC-Fipe geral já subiu 5,84%, a maior taxa em três anos, desde a primeira quadrissemana de agosto de 2005 (5,85%). O grande destaque para a variação em 12 meses é o grupo alimentação, que aumentou 16,30% até junho, a maior taxa desde a terceira quadrissemana de outubro de 2003 (17,06%). Em junho, a alimentação desacelerou no IPC, mas o grupo foi responsável por 67,5% do índice. Se os preços dos alimentos tivessem ficados estáveis, o IPC teria sido de 0,32% e não de 0,96%.

Indexação

Além da persistente pressão dos alimentos, Nakane destaca a aceleração, em menor proporção, de dois grupos de preços no IPC de junho. Despesas pessoais encerraram o mês com alta de 0,80%, ante elevação de 0,65% na terceira quadrissemana de junho. Gastos com saúde subiram 0,82% ante variação de 0,44% na terceira quadrissemana. "Em ambos os casos, a aceleração se deve a dois fatores: um deles sazonal e outro devido à indexação formal ou informal feita pelos prestadores de serviços."

Nesse último rol de aumentos, ele inclui reajustes decorrentes da alta de custos e de mão-de-obra ou simplesmente "porque tudo está aumentando". Catorze anos depois do Plano Real, que estabilizou os preços, Nakane diz que há algum resquício de inércia inflacionária, mas que é muito menor em relação ao que já foi. Ele afirma que, com o sistema de metas de inflação, o Banco Central pode subir juros e desencorajar aumentos, mecanismo que não existia no passado.

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