A inflação na capital paulista em agosto, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), de 0,38%, foi a menor taxa desde março deste ano, quando o índice registrou alta de 0,31%. Na comparação com julho, mês em que os preços no varejo subiram, em média, 0,45%, o alívio no orçamento do consumidor equivaleu a 0,07 ponto porcentual.

Em agosto a desaceleração da inflação foi, quase que na sua totalidade, definida pelo grupo Alimentação, que caiu 0,49% e marcou a sua menor taxa desde junho de 2006, período em que os gastos com a alimentação caíram 1,39%. A desaceleração da inflação para o paulistano no mês passado só não foi maior porque o grupo Habitação fechou em alta de 1,03%, a maior taxa para o grupo desde outubro de 2003.

A queda-de-braço entre o grupo Alimentação e o Habitação, por causa das tarifas públicas, já vem sendo acompanhada desde meados de julho, quando os preços administrados começaram a ganhar peso no orçamento das famílias paulistanas.

Em agosto, na ponta das altas, a conta de luz sofreu um aumento de 5,05%, foi a maior elevação dentro do grupo Habitação. Por causa disso, o subgrupo Serviços e Utilidades Públicas fechou com uma alta de 2,57%. O preço por metro cúbico do gás canalizado foi aumentado em 0,89% e o gás de botijão, em 0,04%. Também foram reajustados os preços do telefone fixo, em 0,91%; da linha telefônica, em 2,25%; da TV a Cabo pela Internet, em 9,71%, e o aluguel, em 0,39%.

Dentro do grupo Alimentação, os industrializados ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,04%. Os derivados do leite caíram 0,22%, os panificados ficaram 0,64% mais baratos, com o preço do pão francês 0,72% menor. O subgrupo Massas, Farinhas e Féculas fechou com deflação de 0,71%. O óleo de soja teve seu preço reduzido em 2,41%. Já os preços dos derivados de carnes subiram 1,09%. Foi uma das poucas altas do segmento alimentos industrializados.

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