SÃO PAULO - A inflação medida na capital paulista pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), deve alcançar taxa de 6,35% no final deste ano. A previsão anunciada hoje representa uma elevação perante a projeção anterior do Instituto, de alta de 5,93% para 2008.

No acumulado do primeiro semestre deste ano, o IPC registra alta de 3,80% e daqui para o final do ano haverá uma expansão adicional de 2,46%. De acordo com a Fipe, depois de apontar alta de 0,96% no mês de junho, o índice deve registrar aumento de outros 0,95% neste mês.

Marcio Nakane, coordenador do IPC, diz que o aumento da estimativa está relacionado à pressão dos preços de Alimentação. A previsão para a alta de preços desse grupo de produtos foi elevada de 11% para 13% em 2008, mas Nakane pondera que tal projeção pode ser até otimista se for considerada a incerteza em relação à inflação dos alimentos.

"Considerando que no acumulado de sete meses a taxa (desse grupo) deve chegar a 10%, vai sobrar muito pouco para os outros cinco meses do ano", diz o coordenador.

No mês de junho esse grupo continuou sendo o vilão do índice, com alta de 2,87%. Em julho o coordenador acredita que os alimentos devem subir outros 2,50%. Na primeira metade deste ano, a evolução desse preços chega a 8,27%, devendo se expandir mais 4,4% neste segundo semestre.

Outro setor que teve a projeção alterada para cima foi o de Saúde, cuja inflação deve ficar em 6,5% neste ano, contra estimativa anterior de 5,8%. Ficaram mantidas as previsões de elevação para o grupo Habitação (4,5%); Despesas Pessoais (4,8%) e Educação (5,5%). Os grupos cuja previsão de inflação sofreram correção para baixo neste ano foram Vestuário (de 2% para 1,8%) e Transportes (de 4,32% para 3,9%).

Além de alta de 2,50% para o grupo alimentação neste mês de julho, Nakane projeta inflação de 1,60% para Saúde, 1,15% para Despesas Pessoais, 0,30% para Educação, 0,29% para Habitação e 0,22% para Transportes. A única deflação prevista para este mês é em Vestuário, que deverá ter queda de 0,20%.

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