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São Paulo, 3 - A inflação apurada pela Fipe na capital paulista em agosto, de 0,38%, foi a menor taxa desde março deste ano, quando o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,31%. Na comparação com julho, mês em que os preços no varejo subiram, em média, 0,45%, o alívio no orçamento do consumidor equivaleu a 0,07 ponto porcentual.

Em agosto a desaceleração da inflação foi, quase que na sua totalidade, definida pelo grupo Alimentação, que caiu 0,49% e marcou a sua menor taxa desde junho de 2006, período em que os gastos com a alimentação caíram 1,39%. Desde então, o pico de alta dos preços dos alimentos foi apurado em dezembro do ano passado. Naquele mês o grupo Alimentação teve alta média de 2,07%.

Dentro do grupo Alimentação, os industrializados ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,04%. Os derivados do leite caíram 0,22%, os panificados ficaram 0,64% mais baratos, com o preço do pão francês 0,72% menor. O subgrupo Massas, Farinhas e Féculas fechou com deflação de 0,71%. O óleo de soja teve seu preço reduzido em 2,41%. Já os preços dos derivados de carnes subiram 1,09%. Foi uma das poucas altas do segmento alimentos industrializados.

O conjunto dos alimentos semi-elaborados registrou em agosto deflação de 1,31%. As carnes bovinas fecharam em queda de 1,22%. Os preços das carnes suínas, por sua vez, subiram em média 1,55% e o frango foi reajustado para cima em 4,72%. Os leites ficaram 2,71% mais baratos. No subgrupo Cereais, os preços caíram 3,80%. O arroz ficou 2,76% mais barato, o feijão caiu 6,20%. Os alimentos in natura também ficaram mais baratos em agosto ao terem seus preços reduzidos em 1,25%, com os legumes caindo 12,35%, os tubérculos, 1,58% e as verduras 2,59%. Em contrapartida, a alimentação fora do domicílio subiu 0,97%.

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