BRASÍLIA - Um novo programa de incentivo às inovação das empresas brasileiras, o Inova Brasil, começa a operar este ano. Desenvolvido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Ciência e Tecnologia, o programa é voltado para empresas de todos os portes e vai funcionar com taxas fixas e subsidiadas, entre 4,25% e 5,25% ao ano, nos contratos de financiamento.

Segundo informações da Finep, as taxas serão oferecidas de acordo com as diretrizes da nova política industrial, que dividiu os setores da economia em três grandes eixos: programas mobilizadores em áreas estratégicas; programa para conciliar e expandir a liderança; e programas para fortalecer a competitividade.

Uma das principais metas do Inova Brasil é contribuir para o incremento das atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas no país. "Esse produto é uma linha de crédito de R$ 1 milhão a R$ 100 milhões que as empresas vão poder pedir e pagar em até 100 meses", explicou o diretor de Inovação da Finep, Eduardo Costa, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Costa acredita que o programa terá um impacto muito positivo nas empresas. "Nós fizemos um estudo grande no ano passado sobre a dificuldade que as empresas tinham de conseguir crédito para inovação e criamos um produto novo que atende todas essas necessidades", destacou.

"Muita gente associa inovação ao setor de tecnologia das empresas. Também é isso, mas a inovação é principalmente a transformação do conhecimento em novos serviços e novos produtos", completou. O diretor lembrou que, além da inovação tecnológica, há a inovação de mercado. "A Gol, por exemplo, quando introduziu seu modelo de negócios há oito anos foi uma empresa inovadora. Ela usava os mesmo aviões de todo mundo, mas começou a atuar no mercado de pessoas que não andavam de avião naquela época."
Segundo Eduardo Costa, as empresas têm de ser inovadoras por necessidade. "Atualmente, as empresas que não têm uma atividade de inovação de qualquer tipo, são ultrapassadas por outras. Se não houver mudança, acabam saindo do mercado."
(Agência Brasil)

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