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Financiamentos crescem 34%

O número de contratações de financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal no Estado de São Paulo cresceu tanto no primeiro semestre - 34% em relação ao mesmo período de 2007 - que a regional paulista do banco já planeja pedir R$ 1 bilhão a mais para dar conta de toda a demanda até dezembro. Se a verba suplementar for aprovada, a Caixa terá cerca de R$ 4,3 bilhões em recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) à disposição dos cotistas paulistas que sonham com a compra da casa própria ainda este ano.

Agência Estado |

O montante de recursos é 30,3% superior aos R$ 3,3 bilhões que foram gastos no segundo semestre do ano passado com o financiamento da casa própria. À época, inclusive, a superintência-regional de São Paulo conseguiu a aprovação de uma suplementação de R$ 500 milhões ao orçamento de R$ 4,6 bilhões para cobrir o superaquecido volume de contratações no período. Para este ano, o banco prevê um aquecimento ainda maior e por isso deve dobrar o valor.

"A velocidade das contratações tem sido muito forte desde o começo do ano e, historicamente, o segundo semestre registra uma demanda maior", disse o superintendente-regional de habitação da Caixa, Augusto Vargas. "Por isso, já estou pedindo esta suplementação ao chefe", completou. O pedido foi feito ontem, simbolicamente, ao vice-presidente do banco, Jorge Hereda, durante a apresentação do balanço recorde de financiamentos feito pela instituição no primeiro semestre do ano.

No período, a Caixa fez mais de 44 mil empréstimos habitacionais no Estado de São Paulo que atingiram a cifra de R$ 2,4 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão em recursos do FGTS e R$ 900 milhões da poupança (SBPE). Para se ter uma idéia, no primeiro semestre do ano passado foram gastos R$ 1,8 bilhão.

Em todo o País, o ritmo não ficou atrás. Segundo o balanço da Caixa, o banco alcançou R$ 9,181 bilhões em contratações, valor 34% maior ao do primeiro semestre do ano passado. Somente em recursos da caderneta de poupança, a Caixa aplicou R$ 3,4 bilhões, 33% a mais que em 2007. Já com o dinheiro do FGTS, a alta foi ainda maior: 47% em relação a 2007, o que resultou em um saldo parcial de R$ 5,4 bilhões no semestre. Foram gastos ainda R$ 2,8 bilhões com programa voltado a famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Hereda contou que o banco, referência em crédito imobiliário por possuir as menores taxas de juros do mercado, prevê gastar mais R$ 11,2 bilhões em financiamento até o fim do ano em todo o País. "Pela curva de aumento das contratações até agora, estamos projetando fechar o ano com mais de R$ 20 bilhões, o que significa quatro vezes mais do que a Caixa liberou em 2003 (R$ 5 bilhões)", disse. Em todo o ano passado, foram R$ 15,2 bilhões em contratações.

O vice-presidente da Caixa destacou ainda que parte dos bons resultados obtidos no primeiro semestre se deve aos inúmeros negócios fechados nos megafeirões da casa própria que o banco realizou em dez capitais. Ao todo, os eventos movimentaram R$ 626,5 milhões em um total de 10,5 mil contratos.

Outro fator positivo foi o aumento do número de casais de até 35 anos entre os mutuários - são hoje 52% do total. "Isso mostra como as condições estão favoráveis", afirmou o superintendente Vargas.

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