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Financiamento vai continuar como motor do consumo

Os financiamentos de longo prazo e o aumento dos custos de empréstimo para pessoa física apontam para um cenário de manutenção do crédito em nível elevado, avaliam economistas. A perspectiva é que, mesmo com possível acomodação ou desaceleração no crescimento, o crédito prossiga como principal motor de expansão do consumo no médio prazo.

Agência Estado |

Economistas ligados ao varejo, como Carlos Thadeu de Freitas, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), ou Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, acreditam que, mesmo estáveis, os prazos de financiamento vão permanecer alongados o suficiente para manter o apetite dos consumidores, apesar da elevação dos custos do crédito, também revelada pelos dados do BC.

Já analistas como Bruno Rocha, da Tendências Consultoria, e Julio Sérgio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), avaliam que os consumidores podem ficar desestimulados pelo aumento dos custos com manutenção de prazos, equação que acabará encarecendo as prestações.

O ponto em comum entre os quatro economistas é a perspectiva de que o crédito continuará muito forte pelo menos até o final de 2008, garantindo expansão ainda extraordinária para o varejo. Perda mais significativa de ritmo, se houver, só a partir do ano que vem.

Para Thadeu de Freitas, ex-diretor de política monetária do Banco Central, apenas um "desalongamento" dos prazos, a ser determinado pela equipe econômica, amortecerá o aumento e suas conseqüências sobre o consumo e o nível de endividamento dos consumidores. "Há um aumento no custo do crédito mas, a prestação continua cabendo no bolso", diz.Ele acrescenta que o crédito continuará sendo o motor da economia e, sobretudo, do consumo das famílias.

Rocha, da Tendências, expõe dados que ilustram a força do aumento dos prazos nos últimos meses. Em dezembro de 2005, os prazos médios de financiamento à pessoa física eram de 319 dias. Em igual mês do ano passado, já chegavam a 430 dias e, em julho deste ano, a 477 dias. Ele argumenta que esses mesmos dados apontam a perspectiva de desaceleração no crescimento do crédito.

Ele projeta expansão real do crédito à pessoa física em torno de 20% este ano . "A perspectiva é que, mesmo com a perda de ritmo, os dados ainda sejam bem fortes em termos reais em 2009."

Em relatório do Iedi sobre os dados de crédito do BC, Gomes de Almeida também avalia que "se as tendências de estabilização dos prazos e de alta do custo dos empréstimos persistirem, a alta resultante no valor das prestações pode desestimular as operações de crédito nos próximos meses". Segundo Travassos, da Fecomércio-RJ, pesquisa revela que os consumidores pouco se importam com o aumento nos custos do financiamento. Buscam prestações adequadas à renda.

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