Próxima data crucial será julho, quando o país precisará apresentar à Comissão Europeia e ao FMI um relatório sobre reformas

O ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou hoje que o governo do país espera receber mais 18 bilhões de euros de ajuda externa ainda este ano, além dos 20 bilhões de euros já transferidos como parte de um pacote oferecido pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Papaconstantinou disse acreditar que a segunda parcela do pacote de 110 bilhões de euros da UE e do FMI "será paga em algum momento do outono" no hemisfério norte (primavera no hemisfério sul).

Na primeira parcela, de 20 bilhões de euros, a UE entrou com 14,5 bilhões de euros e o FMI com 5,5 bilhões de euros. Em entrevista coletiva concedida após reunião de ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas, Papaconstantinou confirmou a expectativa em relação ao recebimento da segunda parcela.

"Sim, nós esperamos receber mais 18 bilhões de euros até o fim deste ano, porque a quantia estabelecida para 2010 é de 38 bilhões de euros da UE e do FMI. Mas o cronograma ainda depende de nossa necessidade de empréstimo e pode ser ajustado para antes ou depois", declarou o ministro.

Segundo ele, a próxima data crucial para a Grécia será julho, quando o país precisará apresentar à Comissão Europeia, ao Banco Central Europeu (BCE) e ao FMI um relatório sobre o progresso das medidas e reformas prometidas por Atenas em troca do pacote de ajuda.

Salários

Papaconstantinou não descarta a adoção de medidas adicionais de austeridade fiscal, como o corte de salários e bônus no setor privado, como já ocorreu no setor público. No entanto, ele disse considerar que novas medidas de austeridade não serão necessárias, porque o progresso da implementação do orçamento deste ano é promissor.

Questionado sobre uma declaração do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, sobre a necessidade de corte de salários no setor privado, Papaconstantinou declarou: "Nós temos de nos tornar mais competitivos, mas acreditamos que seja mais uma questão de promover reformas institucionais e diminuição de preços - e menos de redução de salários. Não vemos a necessidade imediata de nenhuma ação adicional". As informações são da Dow Jones.

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