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“Ter boas notas não garante sucesso corporativo”

Para o presidente da Embraer, que diz não ter sido brilhante nos estudos, importante é priorizar satisfação profissional

André Vieira, iG São Paulo |

Um dos expoentes da nova geração de executivos, comandando uma grande empresa nacional, Frederico Fleury Curado, presidente da Embraer, uma das quatro maiores fabricantes de aviões, conta que não foi um grande aluno na universidade. Mas isso não foi capaz de tirar o brilho de sua carreira profissional.

Divulgação
Frederico Curado, presidente da Embraer desde 2007: "Sucesso profissional se mede por seu grau de felicidade naquilo que faz"
"Nunca fui um dos expoentes da turma", contou Curado, em evento realizado na semana passda pelo Centro Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo. "Era um dos últimos da turma."

Curado, nascido no Rio de Janeiro, estudou em escola pública, fez colégio militar e cursinho para entrar no curso de engenharia mecânica-aeronáutica no ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

A escola, que forma inúmeros engenheiros que trabalham na Embraer, é considerada uma das melhores do País.

Embora admita que não tenha sido um talento no ITA, ele completou seus estudos nos cinco anos regulares. Sua nota média no curso de engenharia foi 7,9.

Os reitores do ITA tiravam nota 9,5, diz Curado. "Eles tinham a suma acadêmica. Eu também me formei com a 'suma quando conversava com eles': era o suma daqui!", ironizou.

Ao fim do curso de engenharia aeronáutica em 1983, Curado começou na Embraer no ano seguinte, trabalhando na fabricante de peças e componentes da Pratt & Whitney, no Canadá. Em 2007, assumiu a presidência da Embraer.

"Não há receita de bolo" para o crescimento profissional, disse. Na avaliação de Curado, o jovem precisa usar suas qualidades a seu favor para determinar sua trajetória profissional.

"Nem sempre um desempenho brilhante na academia levará a um sucesso na vida profissional", disse."O ser humano não é algo compartimentado."

Na opinião de Curado, o sucesso profissional se mede por seu grau de felicidade naquilo que faz.

Embora professores do ITA possam ter uma remuneração menor na iniciativa privada, muitos deles têm muita satisfação naquilo que fazem, argumenta Curado. "E eles têm uma importância enorme porque formam as gerações futuras dos engenheiros que vão fazer a Embraer no futuro."

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