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Finanças Pessoais
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O difícil caminho do lançamento de ações

Investidores querem papéis de companhias maiores. Ao mesmo tempo, abertura de capital pode ficar cara para as pequenas

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

As pequenas e médias empresas ainda não são interessantes para o mercado de ações, que também não está preparado para recebê-las. Segundo especialistas, quem quer se financiar por meio da renda variável precisa ganhar musculatura para ter seu lugar ao sol na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Os profissionais citam faturamentos variados para classificar uma companhia como apta a abrir capital com lançamento de ações, mas todos são unânimes ao afirmar que ofertas abaixo de R$ 250 milhões não têm chance de vingar, pelo menos no atual estágio de maturidade da bolsa brasileira. Antes disso, a regra é buscar crescer, seja com capital de um fundo de investimento ou em associações com outras empresas.

Getty Images
Antes de enfrentar o mercado de ações, uma empresa precisa crescer
“Os investidores hoje preferem liquidez, ou seja, mais facilidade de comprar e vender uma ação, e isso só acontece em operações maiores”, diz João Pinheiro Nogueira Batista, conselheiro da Usina Cerradinho. A empresa é um exemplo desse processo. Em meados de janeiro iniciou a busca de um sócio para se expandir e a ideia é lançar ações no médio prazo.

Pelas contas do executivo, a Cerradinho ainda deve demorar uns três anos para se transformar em opção na renda variável. Batista, que já foi diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras e vice-presidente executivo da Suzano Holding, entrou para o conselho no final do ano.

Falta de apetite

“Quem cuida dos lançamentos de ações acha que o mercado não teria apetite para empresas que faturam menos de R$ 500 milhões”, diz o sócio líder da Deloitte na área de auditoria, José Roberto Carneiro. “Os estrangeiros, que em média têm comprado cerca de 70% dos papéis brasileiros, só apostam em operações maiores.”

Além da falta de interesse dos investidores, o caminho da Bovespa tende a não se mostrar viável também para as empresas. “Os custos fixos são muito altos no lançamento de ações”, diz o diretor geral do fundo de investimentos Terra Viva, Humberto Casagrande. “A companhia precisa ter porte para diluir esses gastos.”

O Terra Viva está em busca de usinas de açúcar e álcool para desenvolver e trazer à Bolsa. A ideia é investir em cinco unidades, para depois uni-las e lançar ações de uma companhia maior. Casagrande, ex-diretor do Citibank, Sudameris, Credibanco e ex-presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) Nacional, entrou para a sociedade no início de 2007.

 

 

 

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