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Modelos que exigem desembolso de até R$ 50 mil atraem novos empreendedores

Há cerca de dois anos, Roseri Oliveira queria abrir um negócio que não prejudicasse suas atividades no escritório de contabilidade da família. Mãe de três meninas, Roseri enxergou no Kumon - método de ensino no qual estavam matriculadas suas filhas - um bom modelo de negócios. Com apenas R$ 10 mil de investimento, a técnica em contabilidade abriu uma franquia da empresa em Curitiba, no Paraná.

Quiosques são mais baratos e fáceis de administrar
Divulgação
Quiosques são mais baratos e fáceis de administrar
Hoje, Roseri conta 35 alunos e diz estar satisfeita com o modelo escolhido. “O Kumon oferece total suporte na abertura e após o processo de início”, afirma. Atualmente, o Kumon América do Sul, que abrange franquias em países como Brasil, Argentina, Bolívia e Chile, totaliza 1.913 unidades.

Segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising, muitos empreendedores, como Roseri, optam atualmente pelas chamadas microfranquias – investimentos de até R$ 50 mil. “Com o poder da classe média crescendo, muitos vão abrir o próprio negócio”, diz Camargo. De acordo com o diretor, as principais áreas das microfranquias são as de prestação de serviços e software, que exigem menor custo com equipamentos ou ponto comercial.

Aposta em quiosques

Uma alternativa que pode diminuir o investimento, segundo Camargo, é montar um quiosque em vez de abrir uma loja, opção oferecida por algumas empresas. O investimento inicial para um quiosque da Empada Brasil, por exemplo, gira em torno de R$ 45 mil, enquanto para uma loja é de cerca de R$ 125 mil. Segundo Márcio Rangel, franqueado da marca, a vantagem é a possibilidade de instalação em locais com bom fluxo de pessoas, como shoppings e centros comerciais, sem a necessidade de espaços grandes, já que há quiosques a partir de seis metros quadrados. “Além do investimento menor, o custo operacional também é menor”, afirma.

O investimento reduzido e a administração mais simples do que as de lojas tradicionais fazem dos quiosques uma boa opção para quem já possui um negócio e quer diversificar. Como o franqueado nem sempre tem conhecimentos na área, a possibilidade de testar o mercado com riscos menores atrai o empreendedor iniciante. “A administração do quiosque é bem mais simples”, diz Rangel.

Outra que oferece a opção de abertura de quiosques é a Casa do Sorvete, rede de franquias inaugurada em 2008 pela Sorvetes Jundiá. Com foco nas classes C e D, a marca investe nas lojas de rua e em shoppings populares. Para o quiosque, o investimento inicial é de R$ 50 mil. Para este ano, a Sorvetes Jundiá pretende abrir de 80 a 100 novas unidades.

No setor de serviços, é possível começar um ateliê de costura com R$ 44 mil. “O franqueado começa com uma costureira e, se ele puder ficar na loja, nem vai precisar de atendente”, diz Giselli Lima, gerente de expansão da Costura do Futuro, da mesma rede da Sapataria do Futuro e Lavanderia do Futuro. Com crescimento de 14% em 2009, a rede aposta no público das classes A e B.

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