Para os analistas do Sebrae-SP, o resultado mostra recuperação diante dos impactos da crise econômica mundial no ano passado

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O faturamento real (descontada a inflação) das micro e pequenas empresas cresceu 10,7% no primeiro semestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, mostra a Pesquisa de Conjuntura do Sebrae-SP, divulgada nesta sexta-feira. Para os analistas da entidade, o resultado mostra recuperação diante dos impactos da crise econômica mundial no ano passado. O estudo tem como base dados de 2.716 empresas do Estado de São Paulo, dos setores de Indústria, Comércio e Serviços. 

O setor mais atingido pela crise, a indústria, teve a maior alta na comparação entre semestres, de 19,7%. Serviços (11,5%) e comércio (7,1%) também tiveram incremento no faturamento. A região com maior alta no faturamento nessa comparação foi o interior (11,7%), seguido pela capital (10%) e pela Região Metropolitana (9,7%). No Grande ABC, o crescimento foi de 8,7%. 

Na comparação mensal, de maio a junho de 2010, o faturamento real caiu 3,7%, mas, na anual, de junho de 2009 a junho de 2010, subiu 5,6%. A pesquisa relaciona a queda das receitas de maio a junho ao aquecimento do comércio em maio, para a compra de presentes para o Dia das Mães, e ao desaquecimento em junho, por conta da interrupção das atividades em três dias úteis do mês, para jogos da Copa do Mundo. "Essa queda era esperada", informa o estudo. 

Junho de 2010 foi o nono mês consecutivo, na comparação anual (em relação ao mesmo mês do ano anterior), com aumento na receita real das micro e pequenas empresas. Em junho, a receita total dessas companhias ficou em R$ 23,5 bilhões. De maio a junho, houve redução de R$ 905 milhões. De junho de 2009 a junho de 2010, aumento de R$ 1,2 bilhão. 

Expectativa

Os micro e pequenos empresários mostraram-se otimistas com o futuro - 40% acreditam na manutenção do faturamento de suas empresas pelos próximos seis meses e 34% esperam um aumento das receitas. O otimismo mantém-se na hora de avaliar a economia brasileira. Para 39% dos entrevistados, o nível de atividade nos próximos seis meses ficará estável. Para 34%, subirá. 

O nível de incerteza ficou "elevado", na opinião dos pesquisadores - 25% dos empresários não sabe como evoluirão as receitas da empresa nos próximos seis meses. "É provável que os aumentos nos juros básicos da economia tenham contribuído para a incerteza sobre o futuro. Os aumentos podem refrear o ritmo de crescimento da economia e, portanto, das vendas das micro e pequenas empresas", informa a pesquisa.

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