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Confira sete dicas e sete erros que as pequenas e médias empresas familiares devem conhecer para ter sucesso

As empresas familiares dominam o mundo. Elas são nada menos que 80% do total, mas apenas um terço chega à segunda geração. Pior ainda, somente 15% são geridas pelos netos dos fundadores. As demais ou vão à falência ou são vendidas, de acordo com pesquisa da consultoria empresarial Prosperare. Por aqui, o principal motivo para que desapareçam são os conflitos não resolvidos, segundo pesquisa realizada na América Latina pela Hoft, consultoria especializada em transição de gerações.

No jogo abaixo, o iG reuniu sete dicas e sete alertas para que sua empresa familiar esteja entre as vencedoras.

Créditos: Marcos Veiga (design), Cassio Bittencourt (ilustração) e Celina Uemura (programação)

Entre empresários de sucesso, as dicas para evitar confusões vão desde “nunca deixar cunhados entrarem na empresa”, a “não gritar uns com os outros”. Já as recomendações dos consultores giram sempre em torno de três palavras-chaves: conversar, planejar e separar.

A regra se aplica a duas dúvidas muito freqüentes: “quando definir se os filhos devem trabalhar na empresa?” e “podemos falar de negócios durante almoços e jantares?”. No primeiro caso, consultores e empresários concordam que o momento mais conveniente para conversar é quando os jovens começam a fazer suas opções de carreira.

Já a segunda questão não é tão simples. Por um lado, discutir o trabalho em casa traz agilidade. Por outro, pode gerar desconforto com os familiares que não fazem parte da empresa. A sugestão de Alexis Novellino, da Prosperare, é de estabelecer horários para falar sobre negócios ou então ter disciplina para perguntar: “Podemos falar sobre trabalho agora?”.

Mas conversar sobre negócios durante as refeições é "sempre bom" na opinião de Daniel Martini, de 28 anos e membro da terceira geração da Marvi, fabricante de casquinhas e assessórios para sorvetes. “Muitas vezes decidimos pontos importantes em casa”, conta.

Contribuiram na elaboração os consultores Renato Bernhoeft, da Hoft, Alexis Novellino, da Prosperare, Adriane de Almeida, do IBGC, e as pequenas e médias empresas Abud Construções, a fabricante de casquinhas de sorvetes Marvi e a comerciante de utilidades domésticas e hoteleiras Francói.

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