A realização do maior evento de futebol do mundo impulsionará significativamente milhares de micro, pequenas, médias e grandes empresas dos setores da indústria, comércio e serviços. A constatação faz parte de um estudo da Ernst & Young em parceria com Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quarta-feira. O estudo revela que, entre as empresas de menor porte, 11 setores da economia que serão diretamente atingidos pelo evento, com um impacto total estimado em quase R$ 3 bilhões.
Adição ao PIB de cada setor motivada pelo evento (em R$ milhões)
Dentre os setores analisados estão o têxtil, eletrodomésticos, máquinas e aparelhos elétricos, peças e acessórios para veículos automotores, entre outros. O setor que terá o maior crescimento PIB setorial em função da Copa será o de eletrodomésticos, com 10,24%, num impacto direto de R$ 429,40 milhões. O setor têxtil terá um impacto de R$ 580,47 milhões, com crescimento PIB setorial em função do evento de 3,12%.
José Carlos Pinto, sócio de assessoria da Ernst & Young, afirma que o desempenho do País no planejamento e execução dos projetos será essencial para a manutenção dos benefícios obtidos durante o evento. “O sucesso da realização da Copa de 2014 será um fator relevante para que os benefícios sejam mantidos e prolongados. Será preciso buscar parcerias para conseguir os financiamentos dos projetos e realizar planos de metas”, diz.
Segundo o estudo, o evento deverá gerar uma receita de R$ 142 bilhões para o País. A estimativa é de que a Copa 2014 gerará 3,63 milhões de empregos no Brasil.
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