Ex-fazendeiro fatura R$ 4 milhões com espeto giratório para churrasco

Por David Frare - iG São Paulo

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Luciano Kaefer decidiu investir R$ 10 mil na invenção, mesmo com outras pessoas duvidando que produto poderia dar certo

Com um investimento de R$ 10 mil, o gaúcho Luciano Kaefer conseguiu criar em poucos anos uma empresa que hoje fatura R$ 4 milhões. Como? Investindo em inovação. Com o primeiro aporte, o empreendedor desenvolveu alguns protótipos de espeto giratório para churrasco movido à pilhas. As primeiras 100 unidades foram vendidas em apenas 15 dias e Kaefer decidiu criar a empresa Espetoflex. O faturamento em 2015 alcançou a marca dos R$ 4 milhões. 

Luciano Kaefer, criador do Espetoflex, investiu R$ 10 mil no negócio em 2012
Divulgação
Luciano Kaefer, criador do Espetoflex, investiu R$ 10 mil no negócio em 2012

Kaefer, então com 50 anos, decidiu no fim de 2011 que iria parar com os trabalhos na fazenda e precisava de uma opção para manter a renda. “Com essa idade eu já era velho para o mercado de trabalho, e precisava de uma alternativa”. No verão do ano seguinte, em uma viagem ao litoral, o ex-fazendeiro deixou o churrasco em um espeto elétrico e foi à praia com a família. Ao retornar, levou um susto ao ver que as carnes estavam queimadas. “Faltou energia e o espeto parou de girar, estragando o churrasco”, lembra.

“Passei o dia todo pensando em como resolver esse problema”, conta. Kaefer imaginou um espeto que comportasse pilhas no cabo e que resolvesse um problema pontual dele. “No primeiro momento, não vi como um negócio. Depois dos testes, fiquei impressionado”, afirma. Os espetos aguentam até seis quilos de carne e as quatro pilhas AA dentro do cabo funcionam por 60 horas.

Os espetos aguentam até 6 kg, por 60 horas, com quatro pilhas AA
Divulgação
Os espetos aguentam até 6 kg, por 60 horas, com quatro pilhas AA

“Nunca ninguém tinha resolvido investir nisso. Todas as pessoas com quem eu falava me diziam que não funcionaria. Falavam que a pilha explodiria”, conta. Mesmo assim, decidiu investir R$ 10 mil no projeto e fabricar 100 unidades. “Vendi tudo em 15 dias. Fabriquei mais e vendi muito rápido."

Hoje, o empresário fabrica cerca de 7 mil unidades por mês, em duas fábricas, que empregam 25 funcionários.

“Nossa curva de crescimento é absurda, independente da crise. Queremos faturar R$ 600 mil por mês”. Segundo Kaefer, o rendimento médio mensal como fazendeiro era em torno de R$ 5 mil. Hoje, alcança valores próximos dos R$ 80 mil por mês.

Fãs

O empreendedor acredita que boa parte do sucesso do produto é efeito da satisfação dos clientes, que se tornam fãs. “Nós temos uma página com 500 mil curtidas no Facebook. O efeito viral do produto é grande”, conta. Segundo ele, o produto agrada tanto os consumidores que eles passam a divulgar para amigos e conhecidos.

“O nosso cliente se torna um revendedor. Ele compra um lote pequeno e passa a vender para os conhecidos”. Kaefer diz que já são mais de 670 clientes distribuidores no Brasil, ajudando no alcance da marca e facilitando para quem não compra pela internet. Além disso, o espeto já é distribuído nos Estados Unidos, Europa e Emirados Árabes.

De acordo com Kaefer, o processo de fidelização é uma de suas apostas.”Nós oferecemos garantia de cinco anos, mesmo que tenha sido por mau uso do cliente. Não cobramos nada para fazer a troca”. Apesar do custo, ele acredita que o benefício é maior e faz com que os consumidores se sintam parte da “família Espetoflex”.

>> MAIS: Da demissão ao sucesso: histórias de empreendedores que venceram

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