O Justiça Seja Feita foi idealizado pelo publicitário Rodrigo Suarez após ter sido prejudicado por uma companhia aérea

Rodrigo Suarez, 34, criador do Justiça Seja Feita, largou a publicidade para empreender
Divulgação
Rodrigo Suarez, 34, criador do Justiça Seja Feita, largou a publicidade para empreender

Os sentimentos de impunidade e injustiça foram fundamentais para o sucesso de Rodrigo Suarez. O publicitário criou o site Justiça Seja Feita que conecta usuários com advogados, para juizados especiais de pequenas causas. A ideia surgiu em outubro do ano passado, mas só saiu do papel recentemente. O empreendedor espera investir R$ 500 mil até o fim de 2016.

“O sentimento de injustiça é compartilhado por muitos brasileiros. O site ajuda no primeiro passo para buscar seus direitos”, afirma Rodrigo. Segundo ele, a plataforma foi elaborada com consultoria de advogados e está dentro dos parâmetros legais e de ética.

“O cidadão desiste de ir atrás porque tem a sensação de que não vale o esforço. Além da burocracia, tempo de espera e desconhecimento influenciam. A plataforma permite que tudo seja feito de casa”, comenta.

Juristas

Rodrigo viu a necessidade de criar o site após ser prejudicado por uma companhia aérea que remarcou o voo sem motivos aparentes. "Depois do resultado favorável, fiquei imaginando o prejuízo que a companhia sofreria se todos naquele voo tivessem feito o mesmo". O empreendedor largou o emprego há pouco mais de um ano para se dedicar inteiramente ao projeto.

O usuário pode acessar o site, relatar sua causa e esperar a proposta de juristas interessados. Assim que aprova o orçamento, a relação começa. Em sua interface, é possível contar em detalhes do caso e os advogados podem escrever a petição da causa.

Para o empreendedor é uma iniciativa importante facilitar o acesso à justiça, para diminuir os problemas sociais. 

"O primeiro passo para promover uma mudança sociocultural no Brasil é facilitar. Quanto mais cidadãos tiverem acesso à justiça, mais justo nosso país será", enfatiza.

O site, que é gratuito tanto para advogados quanto para usuários, recebe mais de 600 causas mensais e tem mais de 300 juristas cadastrados. De acordo com Rodrigo, mais de 90% das solicitações são relacionadas ao direito do consumidor. Para ele o fim do ano é um bom momento para crescer. “Temos a Black Friday e o Natal. Quando o comércio aumenta, recebemos mais causas”, afirma.

O empreendedor não está preocupado com o retorno financeiro do site, por enquanto. “Queremos oferecer um benefício imediato, pedimos apenas um feedback após o uso. Com o tempo vamos buscar formas de rentabilizar”, diz.

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