Acesso facilitado ao crédito e estimulo ao empreendedorismo na 2º maior comunidade de SP estão entre os fatores que levaram à criação do primeiro cartão de uma favela

A comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, conta com mais de 100 mil moradores. Com forte potencial de consumo, contudo, uma grande parcela desses habitantes não conta com acesso a cartões de crédito. Mas essa realidade está prestes a mudar: a segunda maior favela de São Paulo é a primeira do país a anunciar o lançamento de um cartão próprio para ser usado nos comércios da região.

Lançamento do cartão de crédito da favela Paraisópolis
francisca rodrigues
Lançamento do cartão de crédito da favela Paraisópolis


O cartão Nova Paraisópolis, projeto da  União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP) em parceria com a Mais Fácil Administradora de Cartões de Crédito, tem como objetivo incentivar a inclusão financeira e promover o empreendederismo e os negócios existentes dentro da comunidade. Os usuários do cartão receberão ainda cursos de educação financeira para obter informações e fortalecer habilidades no uso consciente do crédito e no controle dos gastos familiares. Além disso, um percentual do valor utilizado em compras será revertido pela Mais Fácil aos projetos sociais locais.

Leia maisInspirada na Rocinha, 2ª maior favela de SP cobra R$ 150 por passeio

“Para obter o cartão, é preciso ser morador de Paraisópolis e ter  mais de 18 anos. Não há burocracia, nem necessidade de ter uma conta em banco, basta fazer um cadastro no posto de atendimento da Mais Fácil dentro da comunidade.  Mais que um simples meio de pagamento, esperamos que o Cartão Nova Paraisópolis seja um catalizador do desenvolvimento local ao possibilitar que moradores, empresários, lideranças e projetos sociais possam atuar em rede para a transformação do espaço em que vivem e que amam”, diz Rodrigues.

Ainda segundo Rodrigues, os estabelecimentos comerciais de Paraisópolis devem passar a aceitar pagamentos por meio do novo cartão a partir de outubro.

Veja também:  Mercado em favela aposta em produtos de 1ª linha e fatura R$ 30 milhões 


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.