Veja 10 dicas de empreendedores para ganhar com o mercado do sexo

Por Bárbara Libório - iG São Paulo

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Setor continua aquecido e empreendedores precisam se profissionalizar; conhecer bem os produtos é essencial

Apesar do ano difícil que viveu em 2014, o mercado erótico brasileiro continua crescendo. Segundos dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico (ABEME), o setor comercializa 9 milhões de itens ao mês, tem mais de 11 mil empresas instaladas e gera, direta e indiretamente, 100 mil empregos. Além disso, 95% mercado é composto por pequenas e médias empresas.

"Ainda há muito espaço para crescer. O sexo, infelizmente, ainda é tabu. Mas estamos melhorando. A TV e o cinema estão mostrando o assunto de forma mais democrática e as pessoas têm tudo para consumirem mais", afirma Marília Sequeira, relações públicas da marca Adão & Eva.

Por isso, quem quer investir no setor, como fabricante, distribuidor, lojista ou consultor, precisa se profissionalizar para garantir espaço. Veja dicas de como empreender no mercado erótico:

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1. Faça uma boa pesquisa de mercado

Requisito básico na abertura de um negócio, uma boa pesquisa de mercado é essencial para quem quer empreender no setor de produtos sensuais. "Você precisa olhar bem onde quer investir, e não sair atirando para qualquer lado", diz André Catelan, fundador do Castelo dos Prazeres.

Elizabete Souza, da Loka Sensação, confirma: "Você precisa ficar atento ao que o pessoal mais gosta e aos produtos que são mais vendidos".

2. Invista em qualidade

Para os fabricantes, é importante investir em matérias-primas de qualidade. Distribuidores, lojistas e vendedores também devem prezar por produtos e marcas de compromisso e qualidade.

"Se você coloca um produto ruim na sua loja, que não promete o que cumpre, não é só a marca do produto que é desqualificada, mas você também", diz Alessandra Seitz, fundadora da Intt, de cosméticos sensuais. 

3. Conheça os produtos

Para vender o produto correto, você precisa conhecê-lo. "Muitas vezes, o cliente diz ter uma necessidade e não sabe escolher o produto. Você precisa conhecer o que vende para recomendar o item certo e não deixar seu cliente frustrado", explica Alessandra.

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Produtos da Lelo custam de R$ 350 a R$ 800. Foto: DivulgaçãoCosméticos da Intt custam até R$ 75. Foto: DivulgaçãoProdutos Erotika Fair. Foto: DivulgaçãoCastelo dos Prazerem tem linha de produtos a partir de R$ 1,99. Foto: Divulgação"50 tons" é aposta do mercado para se recuperar. Foto: DivulgaçãoProdutos na Erótika Fair 2015. Foto: DivulgaçãoProdutos expostos na Erótika Fair 2015. Foto: Divulgação

4. Conquiste o cliente

Conquistar o cliente, principalmente se você for um consultor, é essencial. Para isso, você precisa criar uma relação de intimidade com ele. 

"Quando alguém vai a uma loja comprar um artigo erótico, não tem intimidade para falar com o vendedor, se abrir. Mas ele precisa fazer isso com o consultor. Você precisa ouvir os desabafos e segredos do cliente e saber aconselhá-lo. Isso também o fideliza", diz Suellen Ferreira, assessora de marketing da A Sós, que vende seus produtos para mais de 10 mil consultoras no Brasil. 

5. Entenda que venda direta não é "bico"

"Muita gente vê a venda direta, com catálogo, como um bico. As pessoas precisam aprender que a venda direta não é isso, mas uma oportunidade de ganhar bastante dinheiro e ajudar e mudar a vida das outras pessoas", afirma Suellen.

6. Use a linguagem certa

O sexo ainda é um tabu, mas vem sendo cada vez mais desmitificado. Para falar sobre o assunto, no entanto, é preciso utilizar a linguagem certa.

"Ainda há muito preconceito. É preciso abordar o tema como um assunto cotidiano, saber a linguagem certa e quais são as reais necessidades do seu consumidor", explica Marília.

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7. Se proteja dos concorrentes

Quem trabalha no desenvolvimento de produtos ou é fera em ações de marketing diferenciadas deve ficar ao movimento da concorrência. A empresária Elizabete Souza, por exemplo, sofreu com a cópia de seu principal produto, o "Pó da Bruxa", um energético pantenteado pela marca Loka Sensação, vencedor de diversos prêmios de produto erótico mais vendido. A empresária conta que ele foi copiado por concorrentes que começaram a comercializá-lo.

"Como consequência tive uma grande queda nas vendas. Outras pessoas começaram a vender o produto pedindo exclusividade, sem que o item da minha marca pudesse ser posto junto nas prateleiras. Tive de entrar com uma ação para resolver isso. Logo os produtos devem ser retirados de circulação, já que a patente é minha", conta.

8. Saiba inovar 

Mesmo com o problema nas vendas e na Justiça, Elizabete pensou em uma outra solução para superar a queda nas vendas. A marca acaba de lançar um novo produto, o "Segredo da Bruxa", também já patenteado. 

"Estou certa de que vai ser um sucesso de vendas. A gente tem de inovar. Esse é um mercado muito bom, mas você tem que ter certos cuidados", diz.

9. Reveja a estratégia quando preciso

Nem sempre as coisas saem como o planejado. Nessas horas, é preciso ter calma e reformular a estratégia da empresa. É o que Marília Sequeira, relações públicas da marca Adão & Eva, fará este ano.

"A alta do dólar pegou todo mundo. Importamos muito produtos, mas também temos uma fábrica nacional. Para termos um bom resultado este ano, devemos diminuir as importações e apostar em produtos de fabricação nacional", diz.

10. Diversifique o mercado

Se você for um revendedor, pode investir em produtos variados, de diferentes preços e finalidades. Na internet, isso pode ser um diferencial.

A Castelo dos Prazeres vende produtos que vão de R$ 1,99 a R$ 80. "A internet tem os mais diversos públicos, não posso elitizar o setor. É bom ter produtos para todos os públicos no e-commerce", afirma André Catelan, fundador do Castelo dos Prazeres.

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