Como ideias inovadoras levaram 4 empreendedores ao clube do milhão

Por Patrícia Basilio - iG São Paulo | - Atualizada às

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Conheça a história de empresários que criaram negócios a partir da própria necessidade

De volta ao Brasil após um período de dois anos nos Estados Unidos, o empresário Eldes Mattiuzo, de 45 anos, teve de fazer novamente a cotação do seguro de seu carro. Acostumado com a agilidade dos sistemas americanos, Mattiuzzo precisou lidar com diversas barreiras no Brasil: “O sistema era moroso e havia a necessidade de fazer a cotação com diversas seguradoras ao mesmo tempo”.

Foi então que, em junho de 2012, ele decidiu resolver o seu próprio problema e ainda realizar o sonho de empreender: lançou a startup Bidu, que faz a comparação de seguros online, segundo ele, em menos de um minuto.

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Pablo Aquistapace, da Eventioz: "Não chegamos nem a fazer pesquisa de mercado."

“Acreditei que minha empresa fosse dar certo porque grandes negócios surgem para resolver e facilitar a vida das pessoas”, afirma Mattiuzzo.

Criar um sistema integrado com as seguradoras, no entanto, não foi tarefa fácil, pondera o empreendedor. Para custear o desenvolvimento das funcionalidades do portal, foi necessário receber aportes de duas empresas: Monashees Capital e MBS Seguros — o montante investido não foi divulgado. A empresa tem expectativa de faturar R$ 40 milhões em seguros vendidos até o final de 2013.

Como Mattiuzo, diversos empreendedores lançam startups a partir da experiência que tiveram no exterior e da carência de serviços ou produtos no Brasil. Esse é um dos maiores segredos para uma startup ter sucesso no País, segundo a Associação Brasileira de Startups.

“Grandes ideias surgem de uma área ainda não explorada pelo mercado”, afirma Gustavo Caetano, presidente da associação e dono da Sambatech, startup de soluções para vídeos online, que faturou cerca de R$ 20 milhões em 2012.

A ideia empreendedora de Pablo Aquistapace, de 39 anos, também veio do exterior. De Mendoza, na Argentina, o empresário foi contratado pela Fundação Endeavor para organizar eventos no Brasil. 

Com dificuldades para realizar o serviço devido à falta de soluções tecnológicas, o empresário decidiu criar o próprio sistema para organizar eventos corporativos pela internet e, consequentemente, atender o pedido da Endeavor.

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Eldes Mattiuzzo, da Bidu: "Grandes negócios surgem para facilitar a vida das pessoas."

Com o sucesso da tecnologia, houve demanda de outras empresas pelo serviço. Foi então que ele decidiu trazer a Eventioz para o Brasil em maio deste ano — startup que organiza todo o processo de promoção de eventos, desde o envio de convites e a impressão de crachás, até a confirmação de participação.

“Não chegamos nem a fazer pesquisa de mercado. Só fizemos análise de quais tipos de eventos conseguiríamos atender com a nossa ferramenta”, recorda ele.

Hoje, a empresa organiza eventos esportivos, congressos, workshops e de entretenimento, como shows e peças teatrais. O crescimento anual da startup é de 250% e a expectativa de faturamento é de US$ 1,5 milhão no primeiro ano de operação no Brasil.

Também no setor de eventos, a Ticketbis, startup que organiza vendas de ingressos, foi criada a partir da demanda dos consumidores por um serviço que profissionalizasse e organizasse a venda de ingressos comprados por terceiros. A empresa serve de plataforma para interessados em comprar o ingresso de um evento e aqueles que querem vendê-lo.

A empresa faturou R$ 3 milhões no ano passado e R$ 4,9 milhões no primeiro semestre deste ano. Presente em 18 países, a empresa teve faturamento global de R$ 32 milhões.

"Queremos proporcionar um ambiente seguro para as transações, além de oferecer facilidades e garantias aos clientes, surgindo como uma alternativa para o comércio informal de ingressos”, acrescenta Ricardo Noryo, diretor da Ticketbis no Brasi

Insatisfação com serviços

Empresário de longa data, Joshua Kempf, de 27 anos, não estava satisfeito com os serviços oferecidos pelos portais de vendas de materiais de escritório que atendiam sua empresa, a CentralFit, de suplementos alimentares. Na avaliação do empreendedor, os sites não ofereciam linhas completas de produtos, móveis, nem artigos de manutenção.

De olho nessa oportunidade de mercado, Kempf criou em julho de 2012 a startup Gaveteiro, que comercializa produtos de escritório pela internet e entrega os pedidos em até um dia.

"A intenção é justamente aproveitar o bom momento do mercado brasileiro e o crescimento do público corporativo no segmento de compras online ”, conclui Kempf. O empresário não revela quanto fatura, mas garante que já chegou ao primeiro milhão de reais.

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