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PIB crescerá até 6,7% em 2010, estima diretor do Ipea

A economia brasileira crescerá de 5,7% a 6,7% em 2010, conforme estima o diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), João Sicsu. A projeção do economista, revelada ao iG, é preliminar. Técnicos do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Ipea se reunirão para atualizar as estimativas do órgão após a divulgação das taxas de 2009. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao ano passado.

Redação Economia |

O crescimento do PIB, segundo Sicsu, dependerá da velocidade dos investimentos. Se o ritmo da Formação Bruta de Capital Fixo (indicador que mede investimentos) for mais acelerado, compatível com o consumo, a taxa de crescimento do PIB em 2010 vai se aproximar mais de 6,7%. Se for mais lento, teremos um crescimento mais próximo de 5,7%, afirma o economista.

Os investimentos, segundo o diretor do Ipea, deverão somar mais de 20% do PIB em 2010, recuperando o patamar de 2008, anterior à crise. Para o pesquisador do Ipea Leonardo Carvalho, a força do consumo das famílias pouco sofreu. E esta manutenção aumentou a confiança do empresário, que, então, voltou a investir rapidamente.

A produção de bens de capital, termômetro dos investimentos, cresceu 29% de abril a dezembro do ano passado, mas se estabilizou em janeiro, segundo o IBGE. A comparação de todo o ano de 2009 com 2008, porém, mostra queda nos investimentos. Em 2010, os investimentos devem crescer 12%, para acompanhar o aumento do consumo, segundo a Tendências.

O consumo inabalável das famílias brasileiras livrou a economia de uma forte retração. Para o economista Bernardo Wjuniski, da Tendências Consultoria, o PIB recuou 0,3% no ano passado. Para o Ipea, houve avanço suave de 0,2%. A LCA Consultores projeta o meio-termo para o PIB: taxa zero. Os números serão conhecidos nesta quinta-feira.

O Boletim Focus, que reúne projeções do mercado para a economia, aponta para um crescimento de 5,5% do PIB em 2010.

Alguns indicadores divulgados recentemente explicam por que os economistas têm apostado em taxas positivas para 2010. A indústria, segundo o IBGE, começou o ano com aumento de 16% na produção de janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas no comércio em dezembro aumentaram 9,1% na mesma comparação, segundo a última pesquisa do setor divulgada pelo instituto.

Apostamos na continuidade do crescimento do consumo das famílias. O crédito e renda tendem a ser manter, com emprego formal crescente, avalia Wjuniski.

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