As feiras livres estão mais baratas. Com o fim da época de chuva, os preços de legumes, hortaliças e frutas caíram até 20% em maio na capital, de acordo com o Índice de Custo de Vida (ICV) elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As feiras livres estão mais baratas. Com o fim da época de chuva, os preços de legumes, hortaliças e frutas caíram até 20% em maio na capital, de acordo com o Índice de Custo de Vida (ICV) elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior baixa ocorreu no grupo de legumes (-14,7%). Os destaques foram tomate (-20,8%), quiabo (-12,7%) e pimentão (-11,51%). "O tomate subiu muito desde o início do ano. Suas safras foram prejudicadas pelo clima e, com a mudança de tempo, essa queda era esperada", analisa Cornélia Porto, supervisora de pesquisa de preços do Dieese. O item chegou a subir 71% só em março. Já os preços do grupo das hortaliças caíram 7,3% no mês. Alface, escarola e cheiro verde ficaram cerca de 8% mais baratos. "O tempo frio reduz a procura pelas folhas. A consequência são preços menores", diz Trond Larsen, engenheiro agrônomo e membro da Associação dos Produtores e Distribuidores de horti-fruti do Estado de São Paulo. As frutas, no geral, caíram menos (-1,68%) no mês. A maior baixa foi do maracujá (-9,3%). "Nessa época, produtos como limão e laranja estão em plena safra e são vendidos em grandes volumes. Como há uma redução de consumo de produtos tropicais no inverno, os preços caem. Isso deve continuar até dezembro se não houver mudanças climáticas, como geadas", explica Flavio Godas, economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). No ano Os preços dos três grupos pesquisados estão caindo desde abril. As hortaliças, mais sensíveis a mudanças do clima, estão com preços em queda desde março. Porém, essas quedas ainda não são suficientes para neutralizar as altas observadas no início do ano. Enquanto as frutas estão com preços 4,4% mais altos no acumulado desde janeiro, os legumes estão 13,5% mais caros e, as hortaliças, 15,3%. Todos os grupos subiram acima da inflação geral do período, de 3,19%. No sentido contrário, as raízes e os tubérculos ficaram 7,21% mais caros em maio. Desde o início do ano, esses itens aumentaram 26,7%. Os alimentos que subiram mais foram feijão (14,09%), batata (10,9%) e cebola (10,1%). "Como são culturas localizadas, elas sofrem por mais tempo com mudanças climáticas. A tendência é que os preços comecem a cair agora", diz Cornélia. Frutas, hortaliças, legumes e raízes e tubérculos correspondem a 3,58% do orçamento familiar médio.

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