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Finanças Pessoais
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Não sentimos a crise, diz família alemã

A família Reisshauer ganha 6,5 mil euros. Após as contas e os extras das filhas, ainda poupam. "Nada mudou com a crise", contam

Luciana Rangel, especial para o iG, de Berlim |

Apesar de a Alemanha se encontrar na pior crise econônica dos últimos 60 anos, com cerca de 3,6 milhões de desempregados, o médico Jan Reisshauer só soube da crise pelos jornais.

Aos 33 anos, Reisshauer é anestesista e médico assistente do Hospital Universitário de Halle, em Berlim, e recebe cerca de 3,5 mil euros (aproximadamente R$ 8,5 mil) bruto por mês. Sua mulher, Christina, também médica, recebe outros 3 mil euros (R$ 7,3 mil) bruto mensais. "A quantia parece alta, mas o imposto leva de cada um, cerca de 40% do salário ao mês“, diz Reisshauer. "Temos líquido 3.900 euros mensais."

Com duas filhas, Lucia, de quatro anos e Matilda, de dois, a família tem uma vida tipicamente alemã. "Nosso carro velho fica parado e só é usado para passeios especiais", diz Reisshauer. "Vamos para o trabalho, fazemos compras e levamos as meninas para a creche de bicicleta." Assim, os gastos com o carro são bastante baixos. Seguro, gasolina e manutenção não chegam a mil euros por ano.

Arquivo pessoal
Jan Reisshauer com a filha Matilda
Com o plano de saúde para a família, Reisshauer gasta cerca de 780 euros por mês, cerca de 12% do salário bruto. "Na Alemanha, podemos optar pelo plano público ou pelo privado", diz. "Em ambos precisamos pagar, mas o público é mais justo, pois toda a família está coberta e pagamos de acordo com nosso salário. Quem ganha mais, paga mais também".

A família Reisshauer mora num apartamento de quatro quartos em Halle, cidade a duas horas de Berlin, com cerca de 240 mil habitantes, e paga cerca de 800 euros de aluguel por mês. Neste valor, estão incluídos gastos como aquecimento e água. Demais despesas como telefone, energia e esgoto custam à família mais 150 euros por mês. Com alimentação, a família gasta 500 euros mensais.

Arquivo pessoal
Christina com as filhas, Lucia e Matilda
"Não podemos esquecer dos seguros", lembra. Na Alemanha, seguros com a casa, de vida e de desemprego são quase que obrigatórios e os Reisshauer desembolsam mais 40 euros por mês com eles.

Os pais também são obrigados a pagar cerca de 5% do seu salário por criança até os seis anos, idade com que entram no primeiro grau. O ensino na Alemanha é gratuito, apenas a creche é paga. A partir de 2011, entrará em vigor a nova lei que permite aos pais pagar somente até o terceiro ano de vida. Até lá, a família Reisshauer terá de gastar 400 euros por mês com as suas duas filhas. Gastos extras com as crianças, como aula de música e natação somam 20 euros por mês.

O governo alemão dá ainda aos pais a ajuda mensal de 184 euros por cada filho, o chamado Kindergeld, dinheiro da criança. No primeiro ano de vida do filho, um dos pais tem o direito de ficar em casa por um ano e receber 60% do seu salário. Como é possível, Jan e Christina dividiram o Elternzeit, tempo dos pais, Christina ficou 4 meses com a pequena Matilda e Reisshauer, por oito meses.
 

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