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Fatia de cheques devolvidos foi de 1,74%, a menor para o mês desde 2004. Consumidor troca cheque por cartões e financeiras

O Brasil registrou no mês passado o menor indice de cheques devolvidos para julho desde 2004, ou seja, em seis anos. O porcentual de cheques devolvidos, em todo o País, foi de 1,74%, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem fundos. Em julho de 2004, a fatia de cheques que sem fundos foi de 1,56%.

Na comparação entre períodos acumulados, foi verificada uma queda de 9,8% no número de cheques compensados de janeiro a julho, sobre igual período de 2009. Já os devolvidos por falta de fundos, recuaram 26,9%, 2,8 vezes mais rápido que o decréscimo em sua compensação. Esses números demonstram que há melhora na qualidade do cheque, com inadimplência regredindo muito mais que a queda em sua utilização, diz a Serasa.

De acordo com os indicadores, a inadimplência com cheques evolui na direção oposta ao verificado com cartões de crédito, financeiras e dívidas com bancos. O consistente recuo nos cheques devolvidos por falta de fundos se deve à preferência do consumidor por dívidas com prazos mais longos que o pré-datado, e que ofereçam a possibilidade de negociar a prestação devida. Com o endividamento em alta, crescendo acima da massa salarial, o consumidor procura alternativas que lhe proporcionem flexibilidade na amortização de suas dívidas.

Na perspectiva de curto prazo, os cheques devolvidos por falta de fundos devem continuar apresentando ligeiros recuos. Essa tendência pode ser alterada no último trimestre do ano, com a chegada do Dia das Crianças e do Natal, quando o consumidor acaba procurando diversas formas de parcelamento.

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