Casal tem dívidas com apartamento e carro, tenta evitar rolar dívidas no cartão, mas tem plano de previdência para o filho bebê

Ricardo e Fernanda Bernardoni, ambos com 26 anos de idade, são casados há um ano e meio, mas já têm planos ambiciosos. Eles têm um apartamento financiado e planejam quitar a dívida nos próximos dois anos. Mas já sonham em comprar um sítio em um condomínio fechado. Para chegar ao objetivo, a regra do jovem casal é equilibrar as contas e voltar a poupar.

Com renda mensal que varia de dez a 12 salários mínimos (dependendo do desempenho da empresa de transportes administrada por Ricardo e seu irmão mais velho), a família Bernardoni ainda faz os cálculos das despesas com o filho recém-chegado, Guilherme.

O casal de paulistanos Bernardoni com o filho Guilherme
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O casal de paulistanos Bernardoni com o filho Guilherme
“Ainda não sou tão saudável financeiramente quanto eu gostaria. Queria poupar, mas ainda não estou conseguindo, até pelos gastos com o Guilherme. Quando deixar de ter despesas com carro e apartamento, vai melhorar”, diz Fernanda, que considera uma poupança entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil mensais como um valor ideal.

Colocando as contas na ponta do lápis, o pequeno Guilherme ainda não é o responsável pelos maiores gastos da família. No primeiro mês de vida, duas consultas ao médico particular custaram R$ 500 e os custos com vacinas e hospital giraram em torno de R$ 250. Passados os primeiros meses de vida, Fernanda espera que os gastos com o bebê fiquem perto de R$ 600. Como a avó poderá cuidar do neto, a família poupará cerca de R$ 500 de mensalidade escolar nos primeiros anos de vida de Guilherme.

Pouco antes de casar, Ricardo e Fernanda já começaram a pagar o apartamento onde vivem atualmente. O financiamento de 18 anos já teve 36 parcelas quitadas. Atualmente, os gastos com moradia mordem R$ 1,1 mil do orçamento familiar – R$ 800 com a prestação e R$ 300 com condomínio. O carro da família é um EcoSport 2009, com prestações de R$ 415 por mais três anos. Com combustível, a família gasta em torno de R$ 200, além dos R$ 230 com o seguro.

Por mês, os Bernardoni ainda gastam R$ 250 com TV a cabo, telefone e internet banda larga, mais R$ 70 com gás e energia elétrica. Uma diarista cuida da arrumação da casa, por R$ 300 mensais. Os gastos com convênio médico são de R$ 200.

As despesas com alimentação são de R$ 550 mensais, incluindo supermercado e restaurantes. Os gastos com beleza giram em torno de R$ 300 a cada dois meses, já que Fernanda costuma fazer as coisas mais “simples” em casa. Com lazer, a família gasta R$ 300 em viagens curtas a Santos ou a Guararema (SP), onde os pais de Ricardo têm um sítio.

Poupança

Tendo em vista a aposentadoria, a família destina R$ 300 a um plano de previdência privada e, para o pequeno Guilherme, os Bernardoni devem começar a investir em uma outra previdência para ele sacar aos 18 anos.

Embora conte com cinco cartões de crédito, a família evita os gastos abusivos. “Usamos o cartão apenas para compras sazonais. Eles não são nosso crédito rotativo”, afirma Fernanda.

Em casa, os Bernardoni desfrutam do conforto típico das famílias de classe média do País: são quatro televisores (dois de LCD), um notebook, DVD, três celulares, geladeira, fogão, microondas, forno elétrico, máquina de lavar, aparelho de som, videogame e um home-theater. “Comparado à realidade do brasileiro comum, podemos dizer que temos um padrão legal de vida”, diz Fernanda.

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