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Finanças Pessoais
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Família brasileira gasta mais com segurança

Na comparação com outras capitais do mundo, gastos com seguro e carros são maiores para a família Araújo, de Brasília

Olívia Alonso, iG São Paulo |

Brasília, conhecida por seu formato de avião e pelo desenho arquitetônico de Oscar Niemeyer, “já foi mais tranquila”, diz Sônia Araujo, de 43 anos, que mora na capital do País com o marido, o médico Daniel Araujo, e suas duas filhas.

A família tem uma renda mensal de R$ 15 mil e gasta 14% do total com seguros e custos relacionados ao automóvel. “O carro aqui é essencial, infelizmente”, diz Sônia. Se comparada a uma família norte-americana, a brasileira gasta mais com esses dois itens. Em Washington, capital dos Estados Unidos, os quatro membros da família Grant usam bicicletas, ônibus e metrô para se locomover.

iG
O médico Daniel Araújo, com a mulher Sônia e as filhas: 20% do orçamento vai para saúde
Eles têm apenas um carro, que é mais utilizado por Peter, o pai. “Poucos são os que têm e utilizam carro, o imposto é caro”, diz Vitória Saddi, professora de economia do Insper. Mesmo com pouco uso, o carro lhes custa cerca de 5% do orçamento mensal. Já os seguros, 0,37%.

Apesar de gastar mais com locomoção, o lazer pesa menos para os brasileiros. Como não foi afetada pela crise econômica que eclodiu em 2008, a família Araújo não deixou de lado programas fora de casa. “Vamos ao cinema e a restaurantes”, conta Sônia. Além disso, os quatro têm o hábito de praticar esportes, e o clima, durante todo o ano, é mais favorável do que em outros países para atividades ao ar livre.

Daniel, Sônia e suas duas meninas gastam 10% da renda mensal, cerca de R$ 1.500, com lazer e viagens. Os jantares e almoços fora de casa consomem outros 17% do orçamento e só perdem para a educação, que fica com 23,3% do dinheiro que entra na conta da família no mês. As mensalidades da escola e os cursos extras somam R$ 3.500.

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Salário mínimo brasileiro, de R$ 510, é quatro vezes menor do que o dos EUA
Quando o assunto são impostos, os tributos pagos são mais baixos em Brasília do que em capitais como Washington e Berlim. Daniel e Sônia pagam 27,5% do que ganham ao governo, enquanto nos Estados Unidos a taxa paga pela família Grant – que também tem pai médico e dois filhos – é de 50% do salário. Na Alemanha, a família Reisshauer, que tem as mesmas características, paga imposto de 40% da renda.

“No Brasil, apesar de o salário mínimo ser mais baixo, as pessoas têm a sensação de que ganham mais, pois o imposto direto é menor do que nos outros dois países”, diz a professora Vitória, do Insper.

Atualmente, o salário mínimo brasileiro é de R$ 510, ou R$ 3,18 por hora. Nos Estados Unidos, são US$ 7,5 por hora (R$ 13,50), o que resulta em R$ 2.300, considerando uma jornada de 40 horas semanais. Já na Alemanha, o salário depende da região, do setor da economia e da função desempenhada pelo funcionário. O valor por hora pode variar de 5 euros a 14 euros por hora (de R$ 11 a R$ 28,50). Em média, são 1.520 euros ao mês, cerca de R$ 3.600.
 

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