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Confiança no emprego ajuda a programação de longo prazo, diz entidade setorial

Comuns na década de 1980, os consórcios estão, aos poucos, voltando a ser opção para aquisição de bens e serviços. Apenas no caso de serviços, a receita das empresas cresceu 9,5% entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), e a expectativa é de crescimento de pelo menos 10% este ano. “É uma projeção conservadora”, afirma Paulo Rossi, presidente da Abac. “A maior confiança no emprego leva o trabalhador a fazer programação de médio e longo prazos.”

O consórcio Embracon, por exemplo, quer crescer em volume de vendas e valores. “Vamos atuar em nichos de mercado nos quais os bens e serviços têm maior valor ”, afirma Antônio Mizael, gerente da empresa. O Embracon tem, atualmente, quatro grupos de 144 pessoas. A administradora Rodobens, que pretende focar nos consórcios para reformas, vendeu 1,1 mil cotas até abril. “Nossa expectativa é chegar ao final do ano com um volume de10 mil a 20 mil cotas”, diz Sebastião Cirelli, diretor executivo da empresa.

No Consórcios Luiza, a expectativa é semelhante. Segundo Edna Honorato, diretora dos Consórcios Luiza, conforme mais pessoas são contempladas, o consórcio de serviços passa a ser mais conhecido e tem maior demanda. “As pessoas gostam de saber de resultados", diz. "Além disso, este ano as administradoras já estão mais bem preparadas, com mais ofertas.”

Em todo o país, 4,6 mil pessoas tinham consórcios de serviços em fevereiro. Entre os contemplados, somente até dezembro de 2009, saúde e estética foram serviços mais usados, seguidos por festas, segundo a Abac.


Consórcios de Serviços - por modalidade

Clientes contemplados até dezembro de 2009

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Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac)
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