Janeiro registra a 16ª alta consecutiva dos juros para operações de crédito

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Linhas de crédito como rotativo do cartão, cheque especial e financiamentos de veículos estão mais caras, segundo a Anefac

Agência Brasil

As taxas de juros das operações de crédito voltaram a subir em janeiro de 2016, na 16ª elevação consecutiva. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Taxa média de juros para pessoa física ficou em 7,67% ao mês, a maior desde fevereiro de 2005
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Taxa média de juros para pessoa física ficou em 7,67% ao mês, a maior desde fevereiro de 2005

De acordo com a associação, as seis linhas de crédito pesquisadas tiveram juros elevados no mês (juros do comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, crédito direto para  financiamento de veículos, empréstimo pessoal de bancos e empréstimo pessoal de financeiras). Com isso, a taxa média de juros geral para pessoa física, subiu 0,11 ponto percentual de dezembro para janeiro deste ano e atingiu 7,67% ao mês (142,74% ao ano). Esse é a maior taxa de juros desde fevereiro de 2005.

No caso das empresas (capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida), também houve elevação nas três linhas de crédito pesquisadas. A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou elevação de 0,06 ponto percentual ao passar de 4,27% ao mês (65,16% ao ano) em dezembro de 2015 para 4,33% ao mês (66,31% ao ano) em janeiro de 2016. Essa é a maior taxa de juros desde fevereiro de 2009.

De acordo com o diretor de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, um dos motivos que explica as elevações dos juros é o cenário econômico que aumenta o risco dos índices de inadimplência também subirem. “Este momento se baseia no fato de os índices de inflação estarem mais elevados, com aumento de impostos e juros maiores, que reduzem a renda das famílias. Agregado ao baixo crescimento econômico, deverá promover crescimento dos índices de desemprego”, disse Oliveira.

Ele acrescentou que como as expectativas para 2016 “são igualmente negativas quanto a todos estes fatores”, as instituições financeiras aumentam suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência. O outro fator que explica a elevação das taxas é o aumento das taxas de juros futuros, por conta da turbulência política e econômica.

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