Aprenda como se planejar, deixar de ser um endividado e virar um poupador

Por iG São Paulo |

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Especialista defende que o começo de ano é o melhor momento para realizar uma "faxina" no orçamento

Previsões para 2016 não são otimistas, mas ainda é possível evitar vários transtornos
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Previsões para 2016 não são otimistas, mas ainda é possível evitar vários transtornos

As previsões para 2016 são de um cenário econômico e político desfavorável. Inflação alta, dólar alto e economia travada. Levando-se em consideração todos esses fatores, é importante estar atento às despesas pessoais. O presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, diz que esse é o melhor período para se fazer uma “faxina” no orçamento, para perceber como andam as contas e conseguir começar o ano no azul.

Confira algumas dicas dadas por Reinaldo Domingos:

Cuidado com o 13º – “O endividamento é um problema que tem de ser resolvido com o próprio salário”, afirma Reinaldo Domingos. Segundo o especialista, usar o 13º salário para pagar dívidas apenas mascara problemas financeiros e esconde uma “ausência de educação financeira em toda família”. Para o especialista, o endividamento precisa ser resolvido com uma redução de gastos, sendo que é provável que as pessoas que passam por problemas como esses acabem extrapolando seus padrões de vida.

Quem ainda tem uma sobra do 13º pode ser utilizá-la para incrementar investimentos. “50% pode ser destinado para alguma aplicação que a pessoa já possua e outros 50% pode servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada”, explica.

Analise sua situação financeira – O educador financeiro esclarece que é preciso estudar antes de ir às compras de forma compulsiva. Identifique em que o dinheiro está sendo efetivamente gasto para que se possa saber quais gastos supérfluos podem ser eliminados. Conheça bem os próprios ganhos e despesas. “Só sabe quanto pode gastar, sem ficar no vermelho, quem sabe exatamente quanto entra e quanto sai do bolso mensalmente. E, com base nisso, define quanto e com o que pode gastar”. Ainda segundo o especialista, é preciso avaliar se os financiamentos realizados, sejam eles quais forem, caberão no orçamento.

Pesquise preços e opções – O presidente da Abefin também é taxativo quanto a necessidade de economizar. “Se as condições não permitem, procure outras opções mais prazerosas e de menor valor. É preciso pesquisar os melhores preços (para todo tipo de compra, o ano todo) e estipular um valor máximo a gastar. Não se esqueça, é claro, de pedir algum tipo de desconto.

A virada de ano é a época de reunir a família e planejar o futuro. “Definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados – curto [até um ano], médio [até dez anos] e longo [acima de dez anos]. Esse será um fator de motivação para ajustar e conduzir o orçamento familiar”, recomenda.

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