Veja quando vale a pena trocar pontos do cartão de crédito

Especialistas apontam quais produtos compensam mais no resgate da pontuação acumulada e explicam como escapar das furadas

Danielle Brant e Olivia Alonso - iG São Paulo |

Comprar algo que você queria muito, ou fazer uma viagem internacional, sem desembolsar um tostão. Os programas de fidelidade de alguns dos maiores bancos do País prometem converter os gastos no cartão de crédito em artigos para a beleza, eletrodomésticos, passagens aéreas ou até cursos de inglês e doações a instituições de caridade. Mas é preciso atenção para ver se a troca é vantajosa ou não passa de furada, alertam os especialistas.

VejaConheça os programas de fidelidade das companhias aéreas

A primeira estratégia para usufruir dos benefícios, segundo Otto Nogami, professor de economia e finanças do Insper, é estudar as diferenças entre os programas de cada bandeira ou banco e escolher a que achar melhor. Além disso, vale a pena ser "fiel" a um programa de fidelidade. “Não adianta ter cinco ou seis cartões. Basta selecionar cartões de duas bandeiras de uma mesma instituição financeira e concentrar os gastos neles”, afirma.


Nogami lembra que nem sempre pontuar "a qualquer custo" é a melhor estratégia. Muitas pessoas jogam o pagamento de contas de telefone, luz e água no cartão de crédito para acumular pontos. “Mas elas se esquecem de que o valor daquela conta vai ser financiado até o vencimento do cartão. Tem juros para financiar isso”, alerta.

Mas, em geral, se você tiver controle para não gastar mais do que sua renda permite, os programas podem ser bons aliados. “Imagine utilizar o cartão de crédito com o objetivo de tirar férias? Você pode ganhar a passagem, e, se juntar pontos suficientes, até trocar por hotéis”, afirma Nogami.

Leia maisDicas para não desperdiçar suas milhas

A opinião é compartilhada por Geraldo Tardin, diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Para ele, o melhor negócio são as viagens. “A utilização aconselhável é para aquisição de passagem aérea. Se trocar a bonificação na oferta de um produto, vai ver que a sanduicheira elétrica sai mais cara do que ir à loja e comprar”, ressalta.

Para Tardin, os programas não deixam de ser um estímulo ao consumo – por isso, é bom ficar alerta. “Você ganha a pontuação mesmo se optar pelo parcelamento mínimo. Ao final do pagamento, recebe a pontuação. Mas, se não houver controle financeiro, descarte esse tipo de programa”, diz.

TambémProjeto proíbe prescrição de pontos em programas de fidelidade

“É preciso disciplina”, complementa Nogami. “Brincar com cartão de crédito é uma armadilha perigosa. A pessoa tem que ter um controle muito grande. Se tiver, consegue usufruir ao máximo os benefícios que o cartão possui”, diz.

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