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Quanto custa investir em ações

Investidor paga taxas de corretagem, custódia e intermediação, além do imposto de renda sobre os ganhos, de 15%

Carla Falcão e Olívia Alonso, iG São Paulo |

TV iG
Investidor deve se preparar para declarar o Imposto de Renda
Se comprar ação é como comprar uma casa, manter os papéis e vendê-los no mercado também é. Quem possui um imóvel, paga condomínio, IPTU e imposto sobre o ganho de capital na hora da venda. No mercado acionário, há taxas de custódia, corretagem, intermediação financeira e Imposto de Renda (IR) sobre os lucros. Os valores variam dependendo do capital negociado, ou da modalidade de aplicação (home broker, fundos ou clubes).

Taxas

A taxa de custódia é cobrada pela hospedagem das ações, enquanto a corretagem é o custo das operações de compra e de venda dos papéis. Já os custos de intermediação, ou emolumentos, são cobrados pela bolsa de valores brasileira, a BM&FBovespa, e recolhidos pelas corretoras.

O valores das taxas de custódia e corretagem variam de uma corretora para outra, enquanto os emolumentos são fixos. O custo de corretagem das maiores empresas brasileiras, em média,  é de R$ 14, mas há casas que não cobram nada para as operações de compra e venda de ações. Outras, fazem promoções de taxa zero para a hospedagem dos papéis.

Imposto de Renda

O IR que incide sobre as ações, de 15% dos lucros, exige cuidados do investidor (veja abaixo a tabela comparativa do IR sobre aplicações financeiras). Todos que realizam vendas de pelo menos R$ 20 mil dentro de um mês são obrigados a pagar o IR.

Todos os meses, a corretora recolhe, antecipadamente, 0,005% dos ganhos na fonte, que é um adiantamento do valor total devido ao fisco. Até o final do mês seguinte, o acionista deve recolher os 15% de ganho líquido (descontando o valor que foi antecipado) no chamado Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), que pode ser encontrado em papelarias e pode ser pago diretamente no banco, pelos sistemas de internet banking ou nos caixas.

Como a corretora recolhe uma parte do imposto na hora da operação, a Receita Federal já fica avisada sobre o negócio, assim, o investidor não pode deixar de recolher o total devido. No ano seguinte, na hora de fazer a declaração do IR, é preciso informar o ganho total das operações acima de R$ 20 mil mês a mês. Automaticamente, o sistema vai calcular o que devia ter sido pago todos os meses. Para quem não ultrapassou o limite, basta declarar os ganhos como rendimentos isentos e não tributáveis.

Há ainda uma particularidade para os investidores que compram e vendem a mesma ação em um só dia, ou seja, que fazem o chamdo “day-trade”. Neste caso, o imposto é de 20% sobre o ganho líquido e a antecipação é de 1%. Lembrando que, na hora de pagar o imposto ao Darf, o valor antecipado é descontado do total.

As aplicações em clubes e fundos de investimentos, que são outras formas de investir em ações, também estão sujeitas ao imposto de 15% sobre os ganhos. Mas, quem optou por essas modalidades, paga o IR exclusivamente no momento do resgate de cotas.



 

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