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Finanças Pessoais
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Pessoas físicas preferem home broker

Negociar ações por meio do sistema é uma febre no País; em 2002, apenas 3% das pessoas eram aplicadoras, hoje já são 55%

Agência Estado |

Negociar ações por meio do home broker é uma febre no Brasil. Hoje, 55% das pessoas físicas que aplicam em ações operam pelo sistema online. Em 2002, essa fatia não superava 3%. Especialistas alertam, porém, que administrar as ações de forma independente, como propõe o home broker, não é para qualquer perfil de investidor.

Para começar, é preciso ter experiência. Além disso, é necessário ter atenção, já que o home broker é um programa que tem aspecto muito semelhante a um jogo e pode viciar. "A maneira como o home broker é elaborado estimula o cliente a fazer o chamado over trade, que significa vender e comprar ações diversas vezes ao dia. Isso implica ficar o tempo todo ligado no programa", comenta Fábio Colombo, administrador de investimentos.

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É crescente no País o número de pessoas que têm optado por investimentos por meio do home broker
Para os bancos de varejo e corretoras, trata-se de um produto de alto rendimento, sobretudo quando o cliente faz o over trade, já que são cobradas taxas de corretagem para cada compra e venda de ação, além da taxa mensal de custódia. De outro lado, as instituições economizam porque diminui a necessidade de assessores financeiros disponíveis para atender a clientela. Há quem diga que o home broker já rende mais aos bancos do que a administração de fundos de investimentos, que geram taxas anuais sobre o valor investido.

A velocidade em que giram as cotações das ações é outro fator que pode levar à impulsividade. "O investidor compra a ideia de que tem de ser muito rápido", diz a psicanalista especializada em psicologia econômica Vera Ferreira. Ela explica que a maioria das pessoas lamenta mais uma perda de oportunidade do que prejuízo financeiro efetivo. Exemplo prático: muitos investidores sofrem por não ter apostado em uma ação que tenha subido bastante em um dia.

Paulo Levy, diretor da corretora Icap do Brasil, salienta os lados positivos do home broker. Ele garante que, para o investidor, aplicar pelo home broker é mais barato, além de mais eficiente. "Se o investidor precisa de conselhos, é melhor que aplique em um fundo", observa. "O home broker dá independência de tomada de decisão", frisa.

Levy lembra ainda que, na Icap, antes de o investidor começar a operar, é traçado um perfil do cliente, que serve como uma diretriz para os investimentos. "Se o resultado do perfil for conservador e ele decidir aplicar no mercado de opções, vamos alertá-lo sobre os riscos que está correndo, mas não proibi-lo", diz.

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