No Dia das Crianças, dê um fundo de investimento de presente

Além de garantir o futuro, ajuda na educação financeira; para os mais jovens, risco de aplicar em ações é diluído

Brasil Econômico -  Natália Flach e Priscila Dadona |

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Os fundos de investimentos deixaram de ser apenas coisa de gente grande. Corretoras como Spinelli e Coinvalores e a gestora do Banco do Brasil, a BB DTVM, apostam tanto no potencial das crianças que criaram produtos específicos para elas. A proposta é fazer com que os baixinhos tenham desde cedo um investimento para chamar de seu e, consequentemente, garantir seu futuro.

Foi pensando nisso que a gerente de Tecnologia da Informação Marisa Amaral Tamis começou a investir no fundo de ações Coin Kids, da Coinvalores, há sete anos. Preocupada em fazer uma aplicação de longo prazo para seu filho Gabriel, Marisa optou pelo fundo por considerá-lo mais cômodo, já que a gestão fica nas mãos de um especialista. “Quando o Gabriel nasceu comecei a sua poupança comprando ações, mas como tinha pouco tempo para acompanhar o movimento da bolsa acabei optando pelo fundo.”

Segundo Marcelo Rizzo, gestor da mesa de fundos e clubes de investimentos da Coinvalores, o fundo, criado em 2000, tem além do objetivo de rentabilidade um caráter educativo. “O cotista é o titular da conta, tem cotitular (pai ou responsável, já que menor de idade não pode ter conta), mas os extratos e todas as informações chegam na casa do cliente no nome da criança”, afirma Rizzo. “Toda vez que chegava o extrato em casa, o Gabriel fazia questão de abrir a carta e dizer: mãe meu fundo está crescendo”, relembra Marisa.

A aplicação inicial no produto é de R$ 500 e depois é possível fazer aportes mínimos de R$ 100. Marisa começou com R$ 2 mil e os depósitos mensais dependem do comportamento de Gabriel. “Quando ele merece aplico mais”, brinca a mãe.

Hoje Gabriel já tem 18 anos e está muito feliz com o investimento que seus pais fizeram para ele no passado. “Poucas mães fazem isso, ainda bem que a minha fez”. O jovem já usou parte do dinheiro para viajar com um grupo de amigos e pretende continuar a investir, mas quer partir para o investimento em ações. “Vou pedir algumas dicas para minha mãe”, brinca Gabriel.

Na BB DTVM os fundos de ações BB ISE Jovem e o Multimercado LP Jovem permitem aplicações automáticas diretamente da conta da criança ou do jovem, garantindo assim privacidade aos baixinhos.

O fundo da Spinelli Corretora foi criado, em 2006, para que os pais pudessem investir em ações para os filhos. “A ideia é que os filhos façam fortuna”, afirma Manuel Lóes, diretor da corretora. Para o executivo este produto é ideal para investir no futuro dos filhos porque mesmo que haja uma crise, a rentabilidade no longo prazo acaba compensando. “Uma crise pode durar cinco, mas não 20 anos”, afirma Loes. Chamado de Vida Feliz, a carteira não tem aplicação mínima definida.

Para o consultor financeiro André Massaro , o importante é começar “até antes da criança nascer” e ter regra para investir. Segundo o especialista, cada vez mais produtos voltados para diferentes públicos devem nascer no mercado, especialmente pela tendência de mais queda nos juros. Aos mais conservadores, Massaro indica compra de títulos públicos.

Seja num fundo, uma carteira ou mesmo o título público, o importante para garantir o futuro dos filhos é ter disciplina financeira. “A solidez financeira não depende só investimento e sim de ter bons hábitos financeiros, bons exemplos dentro de casa”, ensina Massaro.

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