Era dos títulos públicos com retorno superior a 10% está acabando

Segundo o Tesouro, os títulos estão sendo vendidos com rendimento abaixo de 10% ao ano, num movimento impulsionado pela queda da Selic

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A era dos títulos públicos com rendimento anual de dois dígitos está acabando. Segundo o coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, “todos os papéis estão sendo vendidos com rendimento abaixo de 10% ao ano”, num movimento impulsionado pelos sucessivos cortes na taxa básica de juros, a Selic, que indexa títulos pós-fixados (como a LFT) e serve de referência para o rendimento de papéis prefixados.

Nos últimos dois meses, o Tesouro tem oferecido papéis com rendimentos cada vez menores. A LTN (papel prefixado) com vencimento em janeiro de 2016 foi negociada pelo Tesouro Nacional a uma taxa de juros média de 9,47% ao ano, no leilão realizado em 1º de junho, e 9,19% ao ano no leilão de 29 de junho. No leilão mais recente do Tesouro, na semana passada, este mesmo título foi negociado a uma taxa média de 8,84% ao ano.

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Outro exemplo é o NTN-F, também com rendimento prefixado, que viu sua taxa média de juros cair de 10,8% ao ano, no leilão realizado em 5 de junho, para 9,66% ao ano, na semana passada.

Para Garrido, os investidores estão “migrando” de papéis indexados à Selic, cujo rendimento é cadente, para títulos públicos indexados à índices de preços e com taxas de juros prefixadas.


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